Já tive uma namorada; e uma mulher; e uma amiga. Já vivi, morri, ressuscitei, Fiz tudo e o seu contrário (o contrário de tudo é tudo). Não me posso queixar e não me queixaria mesmo que pudesse. Já tive dinheiro e já não tive e quanto mais tinha mais queria e quanto menos menos, como toda a gente. Ri, chorei, sofri, amei e fui - imagine-se - amado, sofrido, rido e chorado. Falei, falaram-me, falhei, acertei, ouvi, vi, perdi, ganhei. Há poucos verbos no léxico que não possa conjugar e adjectivo nenhum que não se me cole à pele. Bebi e fui bebido, fumei e fui fumado, matei morri fui morto escrevi e fui escrito nos ossos, na carne, na pele e no sangue. Fiz, fui feito e desfeito e refeito e refiz-me, sempre, dia a dia hora a hora minuto a minuto. Sou vento sol lua mar e núvens, redondo e quadrado, linear e circular e espiral e linha recta, sólido e fluido, Sou corpo e corpos, pele e peles, olhar e olhares, mãos e mãos. Sou o que sou, fui e serei. Verbo, substantivo, adjectivo, advérbio, preposição e artigo: não há palavra que não tenha sido.
Ou serei: ainda não fui.
28.10.15
Sa vagabonde existence
"Mais le récit serait meilleur, pense-t-il, «si le héros s'étendait un peu moins sur ses impressions de poète (impressions renouvelées de tous les vulgaires touristes) et s'attachait un peu plus à nous initier aux détails et aux misères de sa vagabonde existence»"
In Courts voyages au pays du peuple (a citação é de uma crítica num jornal da época ao livro Mémoires d'un enfant de la Savoie, de Claude Genoux).
In Courts voyages au pays du peuple (a citação é de uma crítica num jornal da época ao livro Mémoires d'un enfant de la Savoie, de Claude Genoux).
A prosa, os corpos et le coeur
"Il est temps que ceci se calme dans la prose qui m'attend et que s'opère l'ancien partage: le corps ici et là le coeur pour les livres et pour le monde."
Idem, ibidem.
Idem, ibidem.
Hors du salut point de femme
"De vos expériences malheureuses vous retirez au moins une conviction: hors de la femme, point de salut".
Michelet, Journal, citado por Jacques Rancière in Courts voyages au pays du peuple.
Michelet, Journal, citado por Jacques Rancière in Courts voyages au pays du peuple.
27.10.15
Diário de Bordos - Lisboa, 27-10-2015
Estou cansado mas tenho sorte: não estou cansado como o outro. Não é de já nada esperar que estou cansado. É da luxúria de esperar.
A esperança é uma falha da inteligência, eu sei. Apesar disso estou cheio de esperança, como a Lua se enche de luz que não é dela e a reflecte e nós só a vemos a ela e pensamos que é o luar e esquecemos que o luar vem do Sol como a esperança vem dos dias que vivemos, dos dias que nos enchem como o de hoje me encheu. De esperança, por muito ingénua que a palavra possa parecer.
Um dia que começa perdido no Alentejo a caminho de Mértola não pode ser um mau dia.
........
Ilusão óptica: é-me impossível andar por Mértola sem me ver lá.
........
Quinta-feira aterro em Panamá. É uma cidade inventada. Incêndios, terramotos, ataques de corsários, bombardeamentos... Nada há que não lhe tenha acontecido e ainda ali está, no meio de continentes, hemisférios, culturas e oceanos.
Quatro meses no Balboa Yacht Club equivalem a quatro anos noutro lado qualquer: não há navio que não nos passe pela frente nem sonho que não vejamos desfeito ou realizado, Panamá é uma espécie de rampa de lançamento de foguetes que lhes recolhe os detritos quando rebentam e os aplaude quando não. Nada daquilo parece real: os navios passam mas não ficam, tal como os sonhos.
Não conheço ninguém que viva em Panamá porque sim; todos lá ficam porque não.
........
Panama - St. Martin - Atenas - Los Angeles - Mértola. Parece-me um bom programa, global e englobante.
........
Isto dito pergunto-me como viver num país em que trato toda a gente pelo primeiro nome imediatamente e me respondem com "senhor Luís".
A esperança é uma falha da inteligência, eu sei. Apesar disso estou cheio de esperança, como a Lua se enche de luz que não é dela e a reflecte e nós só a vemos a ela e pensamos que é o luar e esquecemos que o luar vem do Sol como a esperança vem dos dias que vivemos, dos dias que nos enchem como o de hoje me encheu. De esperança, por muito ingénua que a palavra possa parecer.
Um dia que começa perdido no Alentejo a caminho de Mértola não pode ser um mau dia.
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Ilusão óptica: é-me impossível andar por Mértola sem me ver lá.
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Quinta-feira aterro em Panamá. É uma cidade inventada. Incêndios, terramotos, ataques de corsários, bombardeamentos... Nada há que não lhe tenha acontecido e ainda ali está, no meio de continentes, hemisférios, culturas e oceanos.
Quatro meses no Balboa Yacht Club equivalem a quatro anos noutro lado qualquer: não há navio que não nos passe pela frente nem sonho que não vejamos desfeito ou realizado, Panamá é uma espécie de rampa de lançamento de foguetes que lhes recolhe os detritos quando rebentam e os aplaude quando não. Nada daquilo parece real: os navios passam mas não ficam, tal como os sonhos.
Não conheço ninguém que viva em Panamá porque sim; todos lá ficam porque não.
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Panama - St. Martin - Atenas - Los Angeles - Mértola. Parece-me um bom programa, global e englobante.
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Isto dito pergunto-me como viver num país em que trato toda a gente pelo primeiro nome imediatamente e me respondem com "senhor Luís".
25.10.15
Posts telefónicos
Escrever posts no telefone tem várias desvantagens e uma grande vantagem: só escrevo metade do que tinha pensado escrever inicialmente.
Diário de Bordos - Lisboa, 25-10-2015
Acredito pouco na "mudança" e menos ainda que quando a há é para melhor. Tem dias. Ontem foi um desses dias e hoje também. Não me posso queixar: dois seguidos de como as coisas poderiam ser...
Ontem fui jantar ao Estoril de bicicleta e voltei. Uma hora e meia para lá, um nadinha menos para cá. Ouvi uma buzinadela à ida e uma daquelas gesticulações que os condutores portugueses usam para mostrar que são mentecaptos quando não têm outro método à vinda. É um recorde. Aliás, a buzinadela nem sequer foi das agressivas, foi só para dizer veja-me, como se os ciclistas fossem cegos (surdos nunca somos, valha-nos isso).
Hoje fui à Gulbenkian. Perguntei se podia guardar a bicicleta no interior porque não tenho cadeado. A recepcionista disse-me "no bengaleiro" e lá fui, burra na mão a pensar como vou dizer à senhora que preciso de deixar a Vitus Turbo no bengaleiro? Não foi preciso dizer nada. Ela viu-me chegar, apontou para a porta, pus a bicla lá dentro, recebi uma chapinha e até já, obrigado.
Há dias e dias e um dia haverá muitos mais como estes dois.
........
Para o Estoril fiz tudo o que podia por dentro e pelos paredões. Para cá vim sempre pela Marginal. Na verdade nem sequer é preciso fazer pistas cicláveis. Basta reduzir a velocidade dos automóveis, encher a Marginal de gincanas, vasos de flores, canteiros, esplanadas. Aquela avenida é um luxo, não uma via de circulação. Quem quer deslocar-se que vá para a autoestrada. Na Marginal só deve andar quem quer apreciar a beleza da foz do Tejo e o mar.
De Cascais a Lisboa há duas autoestradas.
........
Duas boas exposições no CAM: X de Charrua e Tensão e Liberdade. Não conhecia António Charrua, mas a exposição parece bastante completa e pedagógica.
Charrua, principalmente na última fase parece-se demasiado com Tàpies; não me impressionou por aí além mas fez-me pensar na importância que a originalidade tem na pintura. Na literatura um neo-realista lembra todos os neo-realistas; o mesmo com um surrealista, o nouveau roman ou, sei lá, a poesia concreta. Incomoda-me menos do que olhar para um quadro e ver um pintor diferente daquele que assina.
Ou então os quadros são demasiado parecidos, não sei. De qualquer forma isto aconteceu apenas nos dos últimos anos. Antes disso não me é de uma originalidade avassaladora, mas tão pouco me chocou.
Já a outra é obrigatória. Um vídeo de Beckett que vi algumas três vezes e uma sala inteira dedicada a Bruce Nauman chegam para justificar a ida venha-se de onde se vier. O bónus de uma exposição de arte contemporânea em que o n'importe quoi está em franca minoria reforça a obrigatoriedade.
........
A peça de Beckett era Not Me. Uma boca a falar em grande plano, a toda a velocidade, durante onze minutos.
O génio artístico consiste em saber simplificar, identificar e cortar o supérfluo e não descrever as coisas mas dar a ver de onde vêm, ou onde chegaram. O que está antes ou depois é paleio.
........
Frango em vinho tinto à minha maneira: paprika, cominho e coentros moídos, noz moscada, pimenta. Cebola às rodelas grossas e muito alho.
Quatro horas de forno a baixa temperatura. Devia ter levado uns coentros frescos ou salsa, mas apesar disso ficou bom.
Ocorreu-me que devia dar às receitas um nome simples: Frango, 25/10/2015, por exemplo. Mas imagino-me a explicar às pessoas a diferença entre Guisado, 12/08/2003 e Guisado, 09/11/2014 e a ideia seduz-me menos.
Ontem fui jantar ao Estoril de bicicleta e voltei. Uma hora e meia para lá, um nadinha menos para cá. Ouvi uma buzinadela à ida e uma daquelas gesticulações que os condutores portugueses usam para mostrar que são mentecaptos quando não têm outro método à vinda. É um recorde. Aliás, a buzinadela nem sequer foi das agressivas, foi só para dizer veja-me, como se os ciclistas fossem cegos (surdos nunca somos, valha-nos isso).
Hoje fui à Gulbenkian. Perguntei se podia guardar a bicicleta no interior porque não tenho cadeado. A recepcionista disse-me "no bengaleiro" e lá fui, burra na mão a pensar como vou dizer à senhora que preciso de deixar a Vitus Turbo no bengaleiro? Não foi preciso dizer nada. Ela viu-me chegar, apontou para a porta, pus a bicla lá dentro, recebi uma chapinha e até já, obrigado.
Há dias e dias e um dia haverá muitos mais como estes dois.
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Para o Estoril fiz tudo o que podia por dentro e pelos paredões. Para cá vim sempre pela Marginal. Na verdade nem sequer é preciso fazer pistas cicláveis. Basta reduzir a velocidade dos automóveis, encher a Marginal de gincanas, vasos de flores, canteiros, esplanadas. Aquela avenida é um luxo, não uma via de circulação. Quem quer deslocar-se que vá para a autoestrada. Na Marginal só deve andar quem quer apreciar a beleza da foz do Tejo e o mar.
De Cascais a Lisboa há duas autoestradas.
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Duas boas exposições no CAM: X de Charrua e Tensão e Liberdade. Não conhecia António Charrua, mas a exposição parece bastante completa e pedagógica.
Charrua, principalmente na última fase parece-se demasiado com Tàpies; não me impressionou por aí além mas fez-me pensar na importância que a originalidade tem na pintura. Na literatura um neo-realista lembra todos os neo-realistas; o mesmo com um surrealista, o nouveau roman ou, sei lá, a poesia concreta. Incomoda-me menos do que olhar para um quadro e ver um pintor diferente daquele que assina.
Ou então os quadros são demasiado parecidos, não sei. De qualquer forma isto aconteceu apenas nos dos últimos anos. Antes disso não me é de uma originalidade avassaladora, mas tão pouco me chocou.
Já a outra é obrigatória. Um vídeo de Beckett que vi algumas três vezes e uma sala inteira dedicada a Bruce Nauman chegam para justificar a ida venha-se de onde se vier. O bónus de uma exposição de arte contemporânea em que o n'importe quoi está em franca minoria reforça a obrigatoriedade.
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A peça de Beckett era Not Me. Uma boca a falar em grande plano, a toda a velocidade, durante onze minutos.
O génio artístico consiste em saber simplificar, identificar e cortar o supérfluo e não descrever as coisas mas dar a ver de onde vêm, ou onde chegaram. O que está antes ou depois é paleio.
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Frango em vinho tinto à minha maneira: paprika, cominho e coentros moídos, noz moscada, pimenta. Cebola às rodelas grossas e muito alho.
Quatro horas de forno a baixa temperatura. Devia ter levado uns coentros frescos ou salsa, mas apesar disso ficou bom.
Ocorreu-me que devia dar às receitas um nome simples: Frango, 25/10/2015, por exemplo. Mas imagino-me a explicar às pessoas a diferença entre Guisado, 12/08/2003 e Guisado, 09/11/2014 e a ideia seduz-me menos.
"Passaste perante o mundo..."
É curioso ver num texto da época romana (citado por Jacques Rancière em "Courts voyages au pays du peuple") uma crítica que faço à esmagadora maioria dos músicos portugueses (há excepções. Poucas mas há):
"Passaste perante o mundo sem que o mundo se tenha reflectido em ti, sem que ele se tenha imprimido em ti com caracteres vivos. Não há nada do drama, do sonho, do trabalho, da festa da vida. Nem terra nem céu; nem mares nem o misterioso e aéreo vapor; nem triunfo imperial nem festa da aldeia ... ; nem as cem mil profissões do povo trabalhador, nem as cem mil cerimónias religiosas e populares do diversos povos; nem as cem mil alegrias e as cem mil tristezas que lhes fazem bater o coração ... Tu não podes fazer a música que te peço ... Contentar-nos-emos com esses cantos simples e ingénuos que qualquer povo canta na sua tristeza ou na sua alegria, na guerra ou nas festas sem saber quando ou como eles lhe chegaram".
(A tradução é minha e é provavelmente desastrada).
(Este texto levou-me a pensar no "progresso" e na "evolução" e de como têm um ritmo muito grande, muito maior do que frequentemente se pensa. Até quando teríamos de recuar para que um homem não percebesse o mundo moderno?)
"Passaste perante o mundo sem que o mundo se tenha reflectido em ti, sem que ele se tenha imprimido em ti com caracteres vivos. Não há nada do drama, do sonho, do trabalho, da festa da vida. Nem terra nem céu; nem mares nem o misterioso e aéreo vapor; nem triunfo imperial nem festa da aldeia ... ; nem as cem mil profissões do povo trabalhador, nem as cem mil cerimónias religiosas e populares do diversos povos; nem as cem mil alegrias e as cem mil tristezas que lhes fazem bater o coração ... Tu não podes fazer a música que te peço ... Contentar-nos-emos com esses cantos simples e ingénuos que qualquer povo canta na sua tristeza ou na sua alegria, na guerra ou nas festas sem saber quando ou como eles lhe chegaram".
(A tradução é minha e é provavelmente desastrada).
(Este texto levou-me a pensar no "progresso" e na "evolução" e de como têm um ritmo muito grande, muito maior do que frequentemente se pensa. Até quando teríamos de recuar para que um homem não percebesse o mundo moderno?)
Para que servem os sindicatos?
Portugal tem um sistema absolutamente iníquo de colocação de professores e estes doze ou treze sindicatos para defender os seus direitos.
Duas perguntas:
a) Sou eu o único que vê uma relação entre estes dois factos?
b) Para que servem os sindicatos?
Duas perguntas:
a) Sou eu o único que vê uma relação entre estes dois factos?
b) Para que servem os sindicatos?
24.10.15
Até um dia
Vamos então fazer assim. Dizemo-nos adeus agora, adeus até um dia, adeus até nos reencontrarmos numa esquina qualquer do universo, adeus até os deuses nos reencontrarem. Foi um encontro em forma de assim, não foi?, o nosso. Um encontro em forma de adeus, de até já, até breve, até à próxima esquina. Não sei se são bons ou maus, piores ou melhores estes encontros que se escrevem com adeus no olá. Mas são os que temos, ou tivemos. Foi o que os deuses nos deram.
Até um dia, miúda. Porta-te mal. Faz um homem feliz; ou dois; ou todos os que puderes. Nunca somos de mais.
E depois imagina-te um dia numa rua da tua ou da minha ou de outra qualquer cidade a andar num passeio no sentido Norte - Sul, por exemplo; ou Leste - Oeste, como o sol. E eu na mesma rua mas no sentido contrário. Tu páras numa montra e eu também. Quero ter a certeza de que és tu.
Olá e adeus são os dois lados da moeda dos encontros. Atira-a ao ar as vezes que quiseres: caem o mesmo número de vezes. Até um dia. A reversabilidade desaparece.
Até um dia.
Até um dia, miúda. Porta-te mal. Faz um homem feliz; ou dois; ou todos os que puderes. Nunca somos de mais.
E depois imagina-te um dia numa rua da tua ou da minha ou de outra qualquer cidade a andar num passeio no sentido Norte - Sul, por exemplo; ou Leste - Oeste, como o sol. E eu na mesma rua mas no sentido contrário. Tu páras numa montra e eu também. Quero ter a certeza de que és tu.
Olá e adeus são os dois lados da moeda dos encontros. Atira-a ao ar as vezes que quiseres: caem o mesmo número de vezes. Até um dia. A reversabilidade desaparece.
Até um dia.
22.10.15
Porta-aviões ao fundo
Começo pela graça e majestade às quais tu juntaste a dignidade e a teimosia, Mãe: foste como viveste. A outra ganhou - não é surpresa - mas resististe digna e teimosa, graciosa e majestosa até ao fim.
E continuo pelo outro lado: "Death is not the end". Acreditamos os dois nisso por razões diferentes. Tu acreditavas numa vida depois desta e eu acredito nesta, só. E nesta sei que vais ficar: na nossa memória, na dos nossos filhos, no que somos, no que eles são.
Teimosa e digna viveste, teimosa e digna morreste. Eras o porta-aviões da frota. Os porta-aviões, todos sabemos, não cabem no rio.
E continuo pelo outro lado: "Death is not the end". Acreditamos os dois nisso por razões diferentes. Tu acreditavas numa vida depois desta e eu acredito nesta, só. E nesta sei que vais ficar: na nossa memória, na dos nossos filhos, no que somos, no que eles são.
Teimosa e digna viveste, teimosa e digna morreste. Eras o porta-aviões da frota. Os porta-aviões, todos sabemos, não cabem no rio.
21.10.15
Barragem, palavra
Passei tanto tempo a pedir uma barragem contra as palavras que agora me sinto estúpido a pedir uma barragem contra uma palavra, uma só.
Perguntas para dentro da caixa
Pergunto a mim mesmo se uma boa maneira de acabar com a crise migratória não seria a Europa e os EUA tomarem de novo conta dos países que fazem fugir os seus nacionais.
A fé e o real
Separa-me da esquerda o que me separa das religiões, todas elas: não acredito em crenças que não seja apoiada por factos.
20.10.15
Mais uma
O porta-aviões continua a sua rota, imponente, altaneiro, orgulhoso, resistente. A cada vaga vai um bocadinho abaixo, mas pouco. Vem aí mais uma.
Vemo-nos amanhã de manhã, Mãe. Tu és maior do que esse rio que te espera e nunca lá caberás toda.
Vemo-nos amanhã de manhã, Mãe. Tu és maior do que esse rio que te espera e nunca lá caberás toda.
19.10.15
Batalha
Enquanto isso, no quarto ao fundo do corredor a batalha prossegue. Por muito que se conheça o desfecho não se pode deixar de felicitar uma das contendedoras (a outra vai ganhar, mas parte com vantagem. Não merece respeito nenhum).
Excessos e surpresas
Às vezes penso nas reacções de surpresa de muitas pessoas quando lhes digo que raramente vejo televisão. Acho surpreendente é que se consiga fazê-lo mais de uma vez por ano (patamar esse que em 2015 lamentavelmente já excedi em cem por cento).
Agora, por exemplo, estão num programa Carlos Carreiras e João Cravinho, inter alia (que não conheço, infelizmente).
A craveira intelectual de um aliada à história do outro fazem-me pensar num programa de circo apresentado por focas amestradas: não sabem falar, mas surpreendem-nos cada vez que sobem graciosamente para um tamborete.
Agora, por exemplo, estão num programa Carlos Carreiras e João Cravinho, inter alia (que não conheço, infelizmente).
A craveira intelectual de um aliada à história do outro fazem-me pensar num programa de circo apresentado por focas amestradas: não sabem falar, mas surpreendem-nos cada vez que sobem graciosamente para um tamborete.
O caviar e o tremoço
É preciso começar por dizer que para mim esquerda caviar não tem nenhuma conotação negativa. Antes pelo contrário. Pelo menos tem bom gosto e costuma ser mais culta do que por exemplo uma hipotética esquerda couve cozida ou copo de três.
O que me custa entender são esquerdistas caviar com a cultura política de um esquerdista do tremoço.
O que me custa entender são esquerdistas caviar com a cultura política de um esquerdista do tremoço.
Duas livrarias e tudo
Há duas livrarias em Lisboa que são de visita obrigatória: a Ler Devagar e a Paralelo W. Todas as livrarias deviam ser como essas duas, produtos da visão ou do amor.
Tudo devia resultar da visão ou do amor: sem eles não existiria beleza.
Tudo devia resultar da visão ou do amor: sem eles não existiria beleza.
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