Hoje fiz as primeiras fotografias desde Caminha. Foram de telefone, não tenho saído com a máquina. Fartei-me de não a usar.
Será que recomecei finalmente a olhar para fora?
Hoje fiz as primeiras fotografias desde Caminha. Foram de telefone, não tenho saído com a máquina. Fartei-me de não a usar.
Será que recomecei finalmente a olhar para fora?
Falavam imenso, conversas sem fim. Mas ao contrário do que parecia visto de fora, não dialogavam. As conversas deles eram dois monólogos que juntos não perfaziam um diálogo. Um falava, o outro escutava atentamente. Depois alternavam: o que antes ouvia falava - mas não respondia, falava de outra coisa qualquer - e o outro escutava.
Entendiam-se muito bem. Dois lobos solitários, demasiado velhos para caçar cada um por seu lado.
Para combater a insónia não contem carneiros. Contem palavras, sonhos ou os dias que estatisticamente ainda têm por viver.
Verão que adormecem num instante.
Estas noites que entram por nós dentro como um Caterpillar num monte de terra... Empurram-nos para baixo e para trás, porque não sabemos bem o nosso lugar na noite, na cama, na vida, em tudo quanto é sítio que nos pudesse receber. Não sabemos, essa é que é essa. Abrimos portas atrás de portas na esperança de que não se fechem depressa de mais. Por vezes, algumas acolhem-nos um bocadinho mais de tempo e é com isso que vamos construindo uma casa, uma vida: tempo e portas que se abrem e fecham.
Eu sei. Esta diferença entre a cama e a vida tem sido muito mal abordada. "Quero-te na minha vida, não na minha cama" talvez sirva para engatar miúdas feias da faculdade de Filosofia, Química ou Literatura Céltica. Para engatar mulheres normais acima dos quarenta e cinco anos não funciona, pela razão simples que de vida estão elas fartas.
É preciso encontrar um argumento a meio caminho. "Se vieres para a minha cama esta noite convido-te para a vida". Hummm... Não me cheira. "Se prometeres que te marimbas para a minha vida abro-te a porta da minha cama. Mas só esta noite." ... Não me parece que resulte. É preciso dissociar as duas entidades: cama é cama e vida vida. O resto é conversa de iraoku, como se diz no marinha japonesa. "Ó quida, olhe, vamos a isso? O dia está tão bonito, não acha?'
Como é que se diz "quida" em japonês?
E "quer um lugar na minha vida?"
E depois, de qualquer foma. que dizer-te? Estou em Palma, refaço os meus caminhos - são carreiros que precisam de ser caminhados regularmente - penso em tudo o que caminhei para chegar aqui e em tudo o que terei de caminhar para sair daqui, se um dia quiser.
Este «se» é uma figura de estilo.
A vacina «apareceu» a tempo de salvar os governos: agora, basta-lhes prolongar as «medidas» e esperar. A minha hipótese é que o cisma nunca será resolvido, como o outro cisma, o antigo: as igrejas vão dividir-se entre as pró e as anti-histeria e não haverá números nem dados que convençam os crentes. Tenho um filho «católico» e uma filha «protestante» e sei que a convivência é possível (aspas porque as respectivas religiões se ficaram pelo baptismo, graças a Deus). A minha opinião da humanidade sofrerá um rombo - já sofreu - mas pensando bem é um rombo pequeno: nunca acreditei muito nela. Só fingia que acreditava.
Fica-nos o aviso, esse sim importante: o fascismo está ao virar da esquina. Ao virar do vírus, se preferirem uma aliteração bonita. Ao virar do vírus as pessoas estão prontas a trocar liberdade por «segurança», ciência por crenças, números por adjectivos. Prometeu sobreviverá. Prometeu para sempre. Viva Prometeu.
Pouco a pouco, mergulho na cidade triste. Jantei (jantámos, a armadora e eu) no Gustar e bebi um rum no Antiquari. Mergulho - ou melhor, pedalo - no calor. A transpiração parece-me uma saída em massa dos demónios todos, como se estivesse a expulsar o pior de mim, sabendo claro que nunca o expulsarei todo: esta coligação de calor e glândulas sudoríparas em boa forma é imparável. Não há mal que lhe faça frente.
Estou cansado. Enquanto transpirar demónios está tudo bem.
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A anca lá vai levando gelo. Por agora é o que tenho para lhe dar. Sossego, só de raspão - como sempre foi, de resto: sesta prolongada, cama mais cedo... Nada de mudanças radicais. A ver como é que aquilo responde. Só me apetece cortar a perna e substituí-la por uma nova, igual à que tinha antes de saber contar até sessenta e dois.
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Agora que posso finalmente ver o futuro, parece-me muito longo. Meia dose do que me espera chega e sobra para acabar o que falta.
Só espero é que ninguém se lembre de me ir carregando o alforje.
Pergunto-me se não deveria acrescentar-se a categoria "Pensamento demoníaco" às diferentes categorias de raciocínio que existem.
Consiste em acolher o demónio como uma fatalidade, uma necessidade irrefutável, sem qualquer espécie de estudo, base científica, análise racional.
O diabo diz que... e o que o diabo diz erige-se - é erigido - em verdade irrefragável, impermeável à dúvida e ao questionamento.
Não é a primeira vez na história. Aliás, é tão frequente que na minha leiga opinião faz parte do catálogo da razão humana, ao lado do pensamento mágico e antes do lógico-formal.
Consiste, sobretudo, em aceitar a existência de um demónio todo-poderoso, ubíquo, combatível com mezinhas, máscaras, vacinas, orações, etc. Ou seja, é um pensamento ambivalente. O diabo é todo-poderoso mas com genuflexões, sinais-da-cruz, dietas, obediência e pozinhos vamos dominá-lo. Só falta o óbolo, mas esse não tardará.
A maré está baixa, é certo. Igualmente certo é o desnorte, por muito atenuado que esteja. Ou desoriente, se a palavra existisse. Não existe, mas existe a coisa que ela designaria. Desorientação não é o mesmo, tem demasiadas sílabas. As palavras devem ser concisas e não ter mais letras do que as estrictamente necessárias. Nem as palavras nem nada, com a possível excepção da loucura, que por natureza e definição não pode ser concisa.
Olha a política, que boa seria se não fizesse mais do que o absolutamente necessário. Como está hoje, parece leite a transbordar da chávena demasiado cheia. E esse argumento de que é o que as pessoas querem não serve, cada vez me convenço mais. Querem ter medo, viver aterrorizadas e fazer figuras de parvas? É um direito absoluto e inalienável. Não podem é impingi-lo a todos, dizimar a economia, provocar mortes escusadas e para isso é precisa a intermediação do Estado. Isto é, da política. De chefias. De comando.
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Esta crise tem a fase emocional, onde agora estamos. E a seguir terá sem dúvida uma racional. Rezemos todos para que esta venha depressa. Nunca suportei a estupidez mas a verdade é que até agora só lidei com ela personalizada, individualizada. A estultícia generalizada, erigida em razão - algum louco entra no manicómio pedindo desculpa pelo funil na cabeça? - é pior do que tudo o que jamais pensei. Já vivi em ambientes de loucura colectiva, mas nada nunca que se parecesse com isto. Nem em intensidade nem em longevidade. Quando isto começou pensei que ia durar dois ou três meses. Já lá vão cinco e não se lhe vê o fim.
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Deixemos as tristezas à cidade triste e alegremo-nos com as alegrias que ela nos dá. As mulheres continuam lindas - se bem haja menos delas - o Abrakadabra, o Makaria, a Taskita continuam como dantes eram, o Verão está aí, de peito cheio e noites doces.
O resto que se lixe e torça de inveja.
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Hoje ouvi de todas a mais delirante teoria conspirativa. O vírus vem "do Vaticano. Mas não dos cristãos, não dos católicos. Dos Jesuítas. São eles que estão a orquestrar tudo isto."
A inveja que eu tenho da malta que acredita nestas coisas, simplesmente para não acreditar no humano, demasiado humano...
Verdade seja dita: está triste a cidade, estou eu e estamos todos os que nela vivemos. Uma cidade é feita de pessoas livres e felizes. Não de autómatos mascarados e aterrorizados.
A cidade está triste, coisa que nunca foi. Parece uma criança a quem tiraram as velas no bolo de aniversário: tudo está lá, menos o principal. O homem é um animal de símbolos e não de factos. Tiraram-lhe as velas porque o avô mandou. Ninguém se vai lembrar de questionar as razões: o avô sabe.
Hermann Melville fala de um tipo cujo lugar favorito na Terra era a mil milhas náuticas da terra mais próxima. Je suis Melville, de plus en plus. Cada vez mais.
Chego à Chinchilla demasiado tarde, ao mesmo tempo do que duas raparigas jovens. Era a Isabel quem estava cá fora. Mandou embora as duas moças e disse-me para ir lá para dentro, com arte e jeito. As raparigas nem se aperceberam. Quem quer transformar os países latinos numa Alemanha ou numa Suécia está redondamente enganado.
Como todos os velhos antes de mim, descubro com horror que deixo um mundo pior do que o que me recebeu. Dupla desilusão: nem sequer sou diferente dos velhos todos que me precederam.
O totalitarismo - antes confinado ao bloco de Leste e a meia dúzia de países sul-americanos - voltou impante, abrigado sob a capa do "bem", da "correcção política", das "minorias" e da defesa desse pontífice do indefeso que é o "ambiente".
"O desejo, esse cão, ladra-me agora menos à porta" (Eugénio de Andrade, cito de memória) mas tenho pelo menos a sorte de ainda ter objectivos: publicar o resto do blogue, navegar na Patagónia e em Chiloé, ser feliz. Ou melhor: morrer feliz.
Estou cansado de mais coisas do que pensei um dia viria a estar. Suporto mal a desilusão que este vírus me trouxe numa bandeja: a de que a minha confiança na humanidade foi um equívoco. O pessimismo antropológico que eu insistia em remeter para um canto da ideologia volta à ontologia de onde nunca devia ter saído. Metade de Nietzsche está certa, a outra metade enganou-se redondamente. Deus morreu, sim. Mas não para todos. Agora é fácil de ver porquê: o Diabo não morreu e sem Um o Outro não existe. Enquanto houver Diabo (e diabos) há Deus e deuses.
A humanidade não sabe ser livre. Precisa de correntes e de gajos que regularmente as quebrem. Não sabe viver sem elas e não pode sobreviver sem eles. A liberdade não é o estado natural do homem.
Vou passar o que me resta de vida a destrinçar isto do conceito de vanguardas iluminadas, que sempre abominei e abominarei até ao fim dos dias. Não tem nada a ver com iluminações. Talvez seja antes uma fatalidade: sou livre porque não sei não o ser. Por incapacidade, por inabilidade (fatal, como dizia o outro). A liberdade é uma escuridão, mete medo, assusta os inseguros.
Mas quem diz que ser livre é ser seguro? Eu não. Tive mais do que a minha justa quota de misérias. Se alguma alegria me trouxe a liberdade, é tautológica: a liberdade é um fim em si-mesmo. É uma imposição dessa mistura de genes e acasos de que somos feitos. "Ser livre é poder escolher as suas prisões". Não sei quem disse isto, mas pode parafrasear-se: ser livre é ser escolhido pela maior das prisões.
Chego aos últimos anos da minha vida a lutar pelo que lutava no princípio. Tenho sorte: posso pelo menos confirmar agora que - ao contrário de muitos outros - não estava enganado.
Viaja-se por amor, por trabalho, para mercanciar, descobrir, explorar, para viver ou sonhar, fugir, encontrar. Viaja-se por gosto, por lazer, desgosto, viaja-se com o tempo ou contra ele, por desespero ou na esperança de. Viaja-se para regressar em breve ou nunca mais; sabendo para onde se vai, como se irá, quanto tempo se ficará no destino – ou desconhecendo tudo isso. Viaja-se para fazer a revolução, ou para dela fugir. Viaja-se até com destino, ou sem ele. Viaja-se por viajar, para não ficar quieto ou na expectativa de um dia se poder, finalmente, ficar quieto. Viaja-se por mil e uma razões, muitas mais do que as que nos fazem ficar onde estamos. Essas são poucas. Viaja-se leve ou pesado, alegre ou triste, com raiva ou sem ela, de olhos abertos ou fechados. Viajamos para nos encontrar, para nos desencontrar, para encontrar. Viaja-se porque se vai para a Terra Prometida ou quando se descobre – geralmente com um custo elevado – que tal coisa não existe. O objectivo de uma viagem não é forçosamente a beleza, porque entre a curiosidade e a estética os laços não são tão estreitos como tantas vezes se pensa. Viajamos para descobrir o outro – ser mítico que só existe nos livros de psicologia barata; para nos descobrirmos – esforço inglório: como disse James Baldwin, «o viajante é sempre maior do que o mundo no qual viaja». Viaja-se no tempo, seja para regressar às origens, seja para delas fugir. Como se existissem, como se as origens fossem a nascente de um rio e não os seus afluentes, como são. Da viagem traz-se mais do que se leva, por muito que se leve, se tenha esquecido o que se sabia à partida, por muito que a viagem tenha durado, ou pouco: a viagem é uma operação aritmética que desconhece a subtracção. Uma viagem tem princípio mas não tem fim: todas as viagens que fizemos prosseguem nas que se lhe sucedem e continuam no que somos hoje, acumulam-se em nós como camadas de sedimentos no fundo de um rio. Viajar partilha com viver muito mais do que a primeira sílaba.
II
De uma cidade da Sibéria chamada Nakhodka onde passei quatro meses (no Inverno) trouxe uma paixão que dura até hoje; do Rio de Janeiro (no Verão) outra, que também dura até hoje. De Cape Town – uma das cidades mais bonitas que já visitei – uma paixão transformou-se em amizade e esta em nada. Há viagens assim: o que delas trazemos esfuma-se e fica só o resto: as bebedeiras, a beleza, a frequência regular de um bar sórdido, as entradas no porto, sempre tão bonitas, todas e cada uma delas com as mulheres do porto a gritar em uníssono o nome do navio, felizes por nos verem chegar. - Em breve os inspectores de redes virão inspeccionar-nos – avisara-me o capitão durante uma das suas raras e breves estadias a bordo. – Faz o que quiseres, mas não os tomes por estúpidos. Os inspectores vieram. Convidei-os para uns whiskies no meu camarote, com o pretexto – verdadeiro – de que precisava de ajuda para ganhar uma aposta (beber uma garrafa de cinco litros antes de uma determinada hora). Eles ajudaram, de boa vontade. Depois levei-os a ver a rede com a qual «pescávamos». Era nova, ainda estava na embalagem. Cortaram o plástico que a envolvia – várias camadas dele, aquilo tinha acabado de chegar da fábrica – mediram a malha e muito sérios disseram-me que estava em ordem. Para não se tomar os outros por estúpidos os outros não podem ser estúpidos, passe o truísmo. Viaja-se porque sim, porque não e porque não sabemos porquê. Um dia saí de uma discoteca em Cascais, eram três da manhã, talvez quatro. Apanhei um táxi para casa, perto de Carcavelos. A meio caminho pensei que a minha vida era estúpida, não fazia sentido: deitar-me todos os dias de madrugada, acordar ao meio-dia (estava de férias), ir passear, acabar nos copos. Fui a casa, disse ao chauffeur para me esperar, fiz um saco com roupa e «vamos para o aeroporto, se faz favor». Chegado à Portela, havia um balcão da TAP aberto. - A que horas sai o primeiro avião, minha senhora? - Sai daqui a uma hora. - E para onde vai? - Para Milão. - Dê-me um bilhete, se faz favor. Cheguei a Milão eram oito da manhã, lembrei-me de que a jovem que amara no Rio vivia provavelmente lá, não tinha a certeza, indaguei, vivia, fui tomar o pequeno-almoço a casa dela, passámos quase um mês em Milão e acabámos em Veneza, uma semana. Há viagens circulares. Nunca mais a vi, mas ainda hoje a amo e tenho pena de não poder refazer uma viagem assim, impromptu, sem querer, sem planos. «Há que ter um plano, se queres poder não o respeitar», dizem os logísticos ingleses. É verdade. Mas se algumas viagens requerem um plano, outras fazem-no elas, um plano à medida; e ao viajante só cabe adaptar-se ao que a viagem lhe preparou.
III
De Veneza fui para Caracas, onde passei seis meses. Detestei o país, na altura ainda próspero. Trabalhei na Marinha Mercante venezuelana – fui o primeiro oficial estrangeiro com licença para embarcar em navios da Venezuela –, dormia num iate cujo interior consistia basicamente numa rede (de dormir, não de pescar) e comecei a fazer fotografia. Cape Town veio a seguir, depois um ano em Lisboa, depois as vindimas em França, vinte anos, dois filhos e um casamento feliz na Suíça – com um intervalo no Burundi, outro no então Zaire, outro ainda em Aveiro, nas dragagens do porto, outro nos Açores, três épocas. (A desordem do relato é total e propositada: não há, nunca houve ordem nestas viagens.) De Aveiro fui a Moçambique num velho cargueiro – foi a sua última viagem –, voltei à Suíça, fui para os Açores, atravessei o Atlântico pela primeira vez e sobrevivi a um ciclone no mar... Se traçasse num mapa-mundo as viagens todas que fiz, ele ficaria a parecer os rabiscos de uma criança hiperactiva na parede da sala.
IV
Pode viajar-se de comboio, de carro, de bicicleta, de barco, de avião, de burro ou de camelo, a pé, sozinho ou acompanhado, à boleia, sem sair de sua casa ou da sua cidade, pode viajar-se de todas as formas e feitios pela razão simples e irrefutável de que viajar é viver e viver é viajar. O planeta inspira e expira a cada passo que se dá, cada dia em que se vê o sol nascer num sítio e pôr-se noutro, cada montanha – real ou metafórica – que subimos e descemos, cada oceano que atravessamos, cada cidade de que descobrimos uma estação ferroviária ou se descobre para nós, como uma mulher apaixonada se despe para o homem que a seduziu.
V
Agustina dizia que por detrás de cada viagem esconde-se uma intenção erótica. E se tivesse razão?
Os dois principais meios de contágio deste vírus são: a) as redes sociais e b) a comunicação social. Se os governos quisessem realmente parar as infecções, proibiriam o acesso a facebooks, jornais e telejornais.
Felizmente não podem, por isso temos de viver com estes e com aquele.
Mal os cobardolas portugueses se apanham atrás de um volante, transformam-se em heróis valentes e imortais.
Heróis valentes e imortais? Talvez antes idiotas irresponsáveis e assassinos, não?
É como ter à frente uma escada cujos degraus partem em todas as direcções. Um gajo olha e não sabe qual delas escolher. Não percebe para onde vão, aonde chegam.
De repente escolhe uma das escadas, põe o pé no primeiro degrau e poouuufff: todas as outras desaparecem, encaixam uma nas outras como um leque ou uma boneca russa.
Nada lhe resta a fazer se não continuar a subir, esquecido da farândola de opções que antes tinha.