22.7.07

Verdade, e consequências

Não sou, já aqui o tenho dito, grande adepto das "verdades", aquelas que se "dizem" ou "não se gostam de ouvir". Geralmente não passam de opiniões, discordantes, críticas ou simplesmente erróneas, sobre aquilo que somos ou fazemos - regra geral emitidas por quem, por uma série de razões invariavelmente falaciosas, acha que tem o direito (ou, pior ainda, o "dever") de nos dizer aquilo "que pensa", como se tivesse dados, razões ou legitimidade para pensar seja o que for sobre nós.

Gosto da verdade no sentido, por exemplo, de inteiro, como em "para ser grande, sê inteiro / nada teu exagera ou exclui". É a única válida, penosas que sejam as consequências.

"Chama-se saber viver à arte de viver com baixeza" (Montesquieu, in Elogio da Sinceridade, ed. Fenda, 2005).

"Para ser grande, sê inteiro:
Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha,
Porque alta vive."

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