31.8.06

Nunca é demais insistir

Via Nova Floresta: é surpreendente o pouco impacto destas coisas. Onde andam os paladinos "da verdade"?

Tens sem dúvida razão,

...querida,

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
And dance me to the end of love
Yeah, dance me to the end of love

Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
And dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love... both of us above
And dance me to the end of love
Yeah, dance me to the end of love

Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
And dance me to the end of love

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand... touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love


mas faz-me um favor: não dances demasiado depressa, está bem?

...
There is a crack in everything
That's how the light gets in...


Leonard Cohen, "Dance me to the End of Time", in Various Positions, e extracto de "Anthem", in The Future.

Web life

É muito raro ir ao Technorati, mas hoje, graças a ele, conheci três blogs três. Um deles tem imagens do Schiele. O outro tem posts com bastante humor. O terceiro, apesar do nome, tem óptimos textos. Os três têm um defeito: a música que nos impede de ouvir a que estávamos a ouvir antes de lá irmos. São raros, mas há dias em que vale a pena ir ao Technorati.

30.8.06

Alexander

A primeira vez que bebi um Alexander foi em Cape Town, teria 15 ou 16 anos. O meu pai foi lá em trabalho e levou-me. Ficámos no Herengacht Hotel (não há link, já deve ter desaparecido). O bar era no último piso, e tinha, claro, uma vista fascinante sobre a cidade, que, já de si, é fascinante.

Mas eu não olhava sequer para fora - o bar estava cheio de mulheres, lindas, todas elas. Nunca tinha visto tantas mulheres tão bonitas ao mesmo tempo. O meu pai não se apercebeu que eu ia diluindo a minha líbido sobre-excitada em Alexanders, servidos por uma jovem da qual consigo ainda reproduzir a cor do T-shirt - era azul, igualzinha à dos olhos - e a do cabelo, amarelo-palha de surf e cerveja. Lembro-me sobretudo do sorriso dela, à medida que os Alexanders iam entrando e o meu desejo saindo, ao mesmo ritmo.

No dia seguinte fui à tabacaria do hotel, comprar o jornal, ou coisa que o valha. Cruzei-me com uma senhora que saía e parei, estacado - como a mulher de Lot, lembrei-me um dia, mais tarde, porque foi também por causa do olhar. Nunca tinha visto uma beleza tão bela, tão sensual (enfim, acho que naquela altura até uma burra de saias era sensual). Estaquei, hirto. Ela apercebeu-se - teria uns trinta anos, provavelmente - sorriu-me e, ao passar por mim, piscou-me o olho. Ainda estava com a ressaca dos Alexanders da véspera, e ela deve ter pensado que os tremores e a transpiração lhe eram devidos, exclusivamente.

Drante muitos anos não bebi Alexanders, mas agora não consigo passar muito tempo sem eles: o site do post anterior tem muitas receitas. Gosto da minha, porque não é muito doce:

Brandy e licor de cacau em quantidades iguais, um pouco menos de natas. Shaker com muito gelo durante pouco tempo, e polvilhar com noz moscada - isto é importante, porque em muitos bares deste país servem-no com canela, uma abjecção.

Cheers! A todas as mulheres bonitas.

PS - já agora: A Mulher de Lot

PS2 - O fim de um dilema: o Alexander é com Brandy.

PS3 - A noz moscada era a droga dos antigos marinheiros. Provocava uma ressaca horrível.

29.8.06

Serviço Público - Web

Este post (ou artigo, como preferirem), é, ou devia ser, de leitura obrigatória.

Serviço público - quotações

"An appeaser is one who feeds a crocodile, hoping it will eat him last."
Winston Churchill.

Daqui.

Serviço Público - Web

Um site importante - http://www.idrink.com/. Este também não é mau.

23.8.06

Günter Grass

Pergunto a mim mesmo quantos, daqueles que agora acusam Günter Grass, fizeram parte de partidos comunistas, juventudes vermelhas e coisas semelhantes.

20.8.06

Agosto

Uma pessoa senta-se num restaurante. Comer um hamburger, beber uma cerveja. O restaurante é pequeno, familiar, conhecido da pessoa, que lá vai muitas vezes. Na rua, uma procissão ininterrupta de gente lembra-lhe que é verão: turistas, t-shirts, gelados em bocas que se arredondam para os receber, gulosas. Os gelados vêm do Santini: a história passa-se em Cascais. A pessoa está sozinha: “Agosto”, leu recentemente algures, “é o mês das piores solidões”. “Não é verdade”, pensa. "Não há solidões piores que outras. Há solidões que se aguentam sozinhas, e solidões que precisam de outras solidões para se manterem".
Solidões: a repetição da palavra faz-lhe vertigens. A pessoa está sentada. Afinal comeu um spaghetti bolonhesa. O autor (40 anos, magro, cabelo ralo, míope) não sabe o que fazer dela, nem com ela. Homem ou mulher? Que idade? Porque acabou a comer uma coisa diferente da que tinha planeado? Porque olha para o passante como se os conhecesse todos, ou quisesse conhecer? O autor interroga-se.
Na verdade não tem 40 anos, não é míope, não é magro. A pessoa, decide, é uma mulher. Ela sim, tem 40 anos e é magra, mas não muito. Fala com o dono do restaurante, e parece conhecê-lo bem. Combinam um almoço para o dia seguinte? Serão amantes? Conhecidos? Porque estão sozinhos, ambos? Ele chegou de bicicleta quando ela terminava o prato. A senhora tem os olhos vermelhos – o autor só agora se apercebe disso. Esteve a chorar. Tem uns olhos bonitos, azuis-claros, que contrastam com os cabelos negros. O autor pensa que o encarnado do choro fica bem com o azul das pupilas. Tem uma cara redonda, bonita, e tenta disfarçar as lágrimas, a voz que treme, a tristeza: mas a alegria é fingida demais. O dono do restaurante apercebe-se e esboça uma pergunta. Ela não quer, visivelmente, falar. Diz “boa noite!” e vai-se embora, bruscamente. O homem encolhe os ombros e vai para dentro.
Para onde vai ela? Noutro restaurante, numa rua ao lado, uma pessoa, sentada sozinha a uma mesa, olha para ela como ela, há pouco, olhava para os outros. É um homem, está sozinho. Não tem 40 anos. O autor não sabe que fazer de mais uma personagem. Decide deixá-las entregues a si próprias, todas, cada uma para seu lado. A mulher na rua, acompanhada por centenas doutras mulheres, algumas com gelados; o homem no outro restaurante, a comer um prato qualquer, provavelmente indiano; o dono do restaurante onde a história começou está na cozinha, a fornicar a cozinheira, uma ucraniana que, todas as noites, sofre em silêncio, e de pé, os apetites do patrão. "Agosto", ele vai pensando, "não é um mês diferente: é só mais quente, e esta gaja cheira mais a suor e a cebolas e a coentros. Tenho que parar com isto. Tenho que parar com isto". Esforça-se por acabar o mais depressa possível, mas os cheiros, a imobilidade total da mulher, a memória dos olhos encarnados da outra não o ajudam.
Pouco a pouco, o mundo do autor vai-se povoando. É uma maneira como outra qualquer de se sentir menos só, neste mês de Agosto solitário, quente e abafado. Há muitos anos começou uma longa relação neste mesmo dia de Agosto, mas não sabe como escrever sobre ela. “É sem dúvida mais fácil escrever sobre a ausência de relações”, pensou.
Contudo, a mulher decide aceitar o convite mudo do homem que olha para ela sentado na esplanada. Dirige-se a ele, olhando-o com medo, com coragem, com ironia?
- Tem lume? - Pergunta.
- Não.
- Não faz mal. A verdade é que não fumo. Posso sentar-me? – Senta-se sem esperar pela resposta.
-...
- Não diga nada. Não me diga o seu nome, nem a sua idade, nem porque me olhava. Ofereça-me um café, ou um whisky, o que preferir.
Ele não sabe o que há-de dizer. Não a quer ali: “as solidões de Agosto”, lembra-se, “são impenetráveis; ela não tem o direito de irromper assim na minha vida, na minha noite, na minha mesa”. Que faz?
Encomenda um café? Um whisky? Diz-lhe para se ir embora? Na cozinha do outro restaurante, o dono lava o membro no lava-loiça. A mulher sobe as cuecas – limpou o sexo muito rapidamente com um bocado de papel de cozinha – sem olhar para ele, sem uma palavra. “Diz-me qualquer coisa. Insulta-me, bate-me – tudo menos esses olhos que não vejo, essa boca silenciosa, essas pernas que se abrem como se tivessem uma vontade própria e não dependessem de ti”. Mas ela não diz nada.
O dono faz um café, e vai-se embora. A cozinheira prepara-se para fechar a cozinha – já só lhe falta apagar as luzes, o patrão vem sempre no fim, quando tudo está pronto e já só falta ir-se embora. No café ao lado, a mulher bebe um whisky. O homem acha-a bonita, mas decide ir-se embora. Quer ficar sozinho, luta contra o desejo. Ela apercebe-se e diz-lhe que se pode ir embora, se quiser, ou ficar – “desde que não me peça para o amar, ou não diga que me ama”. Vai-se embora.
O autor está sentado num bar na praia. Não sabe se a história que acabou de contar aconteceu há uma hora, um dia ou uma semana - não sabe mesmo se ela aconteceu de todo. Apetece-lhe beber whisky, muito. Um dos seus favoritos é o Dewar's 12 anos, que antigamente se chamava Ne Plus Ultra. Um amigo diz-lhe que não devia mencionar as marcas das bebidas, nem os nomes dos restaurantes onde as suas histórias acontecem. Pessoalmente, não estou de acordo: é como dizer o nome do local, ou a marca do carro, ou mesmo - porque não? - o nome da personagem. Um nome é um destino, e não é por acaso que as personagens desta história ainda não têm nome. Mas o autor hesita. Está sentado num bar, face ao mar, e ouve blues - Howlin' Wolf, supõe.
As personagens desapareceram, todas - umas para casa, outras para outros bares e lugares. "Uma casa", pensa, "não é um lugar: é uma etapa, uma escala, um poiso, um degrau numa escada sem fim, uma tenda no deserto". Como uma mulher: um ventre não é um futuro, é uma sucessão de presentes. Um dia acabam, esses presentes.
Ana foi para casa. O indiano encomendou-lhe um café e levantou-se, com um pedido de desculpas que lhe pareceu insuportável, de tão sincero. Ela queria fazer amor com ele, mas não conseguiu retê-lo. Queria dizer-lhe: "venha para minha casa. Faça-me amor, bem ou mal, deite-me numa cama ou encha-me de água a banheira, leve-me um whisky à cama, entorne-me a garrafa de champanhe no sexo e beba-o, passeie-me as mãos pelos dedos dos pés e a língua pelos sovacos, esfregue-me a cabeça na nuca, passeie-me a ponta do seu membro teso pela pele toda". Mas disse-lhe uma coisa desajeitada, pareceu-lhe, e ele levantou-se e foi-se embora, com um pedido de desculpa límpido, claro, frontal, doloroso.
O dono do restaurante, do outro restaurante, também se foi embora, mas para um bar de putas, pensa o autor. Não tem a certeza: que iria lá fazer, depois de uma foda na mesa da cozinha, por muito limpa que a cozinha esteja? A verdade é que a mulher não se mexe, não mexe um músculo, uma pálpebra, nem o tímpano se mexe, parece-lhe. Ele chega à cozinha, faz-lhe um sinal com os olhos, ela vira-se, baixa as cuecas, ele penetra-a, ele vem-se, ele retira-se, ela limpa-se com um bocado de papel. "Uma puta, pelo menos, finge". O autor concorda e leva-o para um bar de putas.
Falta o indiano. Quem é? Que foi ele fazer, depois de ter deixado Ana na mesa com um whisky e um pedido de desculpas?
Ou seja: neste momento, o autor tem Ana em casa, o dono de um restaurante (cujo nome ainda não inventou) num bar de putas, um indiano à deriva e uma cozinheira ucraniana fodida, literalmente fodida. Senta-se, frente ao mar, e ouve blues, Howlin' Wolf. Pensa no que deve fazer das suas personagens. No que deve fazer da sua vida, talvez; no que deve encomendar a seguir, mais prosaicamente; como dizer à empregada que quer ir para a cama com ela, de tal maneira que lhe dê a ela vontade de dizer que sim; que nome dar ao indiano, e ao dono do primeiro restaurante; pergunta-se se Ana é o nome correcto para aquela personagem; e se a história tem um fim, ou um princípio.
A história tem princípio e fim, claro. Uma história acaba, ao contrário de um corpo, uma casa ou um período de felicidade. Uma vida acaba, também, mas deixa sempre um traço, uma consequência, um epitáfio, quanto mais não seja. A memória.
Ana está em casa. Recomeça a chorar. Não suporta a solidão, não suporta ter enganado Luis, o dono do restaurante, que agora se recusa a ouvi-la, não suporta ter-se oferecido daquela maneira ao indiano e ainda menos suporta ele tê-la recusado. Luis era marinheiro, passava muito tempo fora de casa. Ana costumava mandar-lhe fotografias dela nua, em poses mais ou menos sugestivas. “Para que”, dizia-lhe, “possas comparar as putas que andas a foder com o que tens em casa”. Auto-retratos, explicava-lhe Ana, feitos com a máquina em pose. Mas um dia, no canto de um espelho não era um tripé que segurava a máquina: era Ricardo, um dos amigos de Luis.
Ana era bonita, grande – tudo nela era grande: os olhos, a estatura, a personalidade, o sorriso. Tinha um corpo bem feito, equilibrado, o que é raro em mulheres grandes. Ao ver a fotografia, Luis ficou devastado: como qualquer marinheiro, ele sabia que a mulher o podia enganar; mas nenhum pensa que ela o faz verdadeiramente. Imaginar aquele corpo, no qual se sentia como no mar, nas mãos de um amigo, a oferecer-se-lhe... “Será que ela faz com ele o que faz comigo?” – a pergunta não lhe saía do espírito. A ideia que ele também a enganava – se bem que não fosse verdadeiramente um engano, pois ela “sabia” – ainda contribuía mais para a sua raiva, para o ódio que sentia por ele, pela marinha, pelo ex-amigo. O pior era não conseguir sentir fosse o que fosse contra Ana. Ele queria odiá-la realmente, chegar a casa e bater-lhe, fazer uma cena, barulho, móveis a voar pela casa toda, portas a bater – mas a sua imaginação saltava directamente para a reconciliação, na qual ela lhe pedia perdão, para a carta que Ricardo lhe escreveria a dizer que tinha sido um engano, um erro, uma vez só.
Nada disso aconteceu. Quando chegou dois meses depois a casa estava vazia; Ana tinha-o deixado de vez e estava a viver sozinha; Ricardo encontrara um emprego em Angola, no mato. E ele continuava “o impotente emocional que sempre fui”. Não sentia ódio por ninguém excepto por ele próprio. Não sei bem se os cornos crescem e ficam ad eternum na testa que os viu nascer, ou se, como todas as outras coisas, crescem e se vão embora, um dia, deixando a dita testa pronta para outros. Não sei. A verdade é que Luis deixou o mar, e abriu um restaurante ao qual deu o nome de Blue Marlin, onde come a empregada ucraniana e se detesta por isso. O ódio de Luis por si mesmo é o pilar central da sua personalidade, e ele faz tudo o que pode para o alimentar quotidianamente.

15.8.06

Morte

Morte por implosão - ele só não sabia se era o que se passava, ou se, simplesmente o desejava muito fortemente.

11.8.06

Haiku eróticos

Enquanto "Agosto" entra e não sai, ou não sabe se sai se entra, ou se não entra mas sai, ficam algumas pequenas pérolas do livro "Haiku Érotiques", Traduzidos do japonês e apresentados por Jean Chlley, ed. Picquier Poche, 2000:

"Quand il dresse son mât,
l'épouse s'empresse alors
de prendre la barre"

"Sa belle-mère défunte,
sans plus de retenue l'épouse
éclate en sanglots"

"Quand à sa femme il fait
tourner le mortier à thé*
elle désaxe tout"

* - "Mortier à thé" designa uma posição em que a mulher roda as ancas sobre o homem.

2.8.06

Já me esquecia....

Num momento destes, nunca é demais manifestar solidariedade pelo nosso lado.

1.8.06

Já agora:

Que livro deveria uma jovem senhora ler para eu ficar encantado por ela?

Kama Sutra? Não, isso é um ponto de partida, espero que ela o conheça de cor. Beckett? Sem dúvida - mas já agora juntemos-lhe também a Yourcenar, pour faire bonne mesure; mas não chega, não chega. Le Clézio, Borges? Bons, mas tão pouco chegam.

Para ir direito ao assunto (sem jogo de palavras, claro) - Hit parade dos turn-ons: Wolinski, Reiser, Céline, Pedro Támen, Joseph Conrad, Hamsun - talvez não seja por esta ordem, mas não anda muito longe.

Agora percebo, finalmente...

... aqueles posts e artigos em que os autores se queixam do preço dos inúmeros livros que compram, ou do peso, ou do espaço que ocupam lá em casa, e fazem listas sem fim de livros que leram, vão ler e não vão ler mas vão consultar, etc. etc.

Até agora pensava que era simples pedantismo.


(Via Educação Sentimental)

I bet you look good in the book store

"Not only can you judge a book by its cover, it seems you can judge the person reading it, too. According to a survey of over 2,000 adults carried out by internet pollsters YouGov for Borders bookstore, books play a crucial role in influencing our opinions of strangers. Half of those asked admitted that they would look again or smile at someone on the basis of what they were reading.

And it gets better. For those of you troubled by the lingering idea (instilled in youth by parents obsessed with the benefits of "enjoying the sunshine") that a life spent reading is a life half-lived, your worries are over. Not only does sitting with your nose in a book positively influence others' opinion of you, it could actually - get this - lead to sex. A third of those surveyed said that they "would consider flirting with someone based on their choice of literature". It's finally official, people. Reading is hot.

But before you trip off to the park clad in your most fetching sun hat and clutching your copy of the latest Jilly Cooper - be warned. Not just any book will do. Erotic fiction, horror, self-help books and the dreaded chick-lit were all, in fact, deemed turn-offs when it came to love between the covers. The genre most likely to help you pull - the itsy-bitsy-teeny-weeny yellow polka dot bikini of the books world - is the classics, followed by biography and modern literary fiction (think Zadie Smith and Sebastian Faulks, rather than Dan Brown and Martina Cole). Forget the gym: if you want to raise your dating game, head down to your local library and start borrowing.

It is, of course, tempting - in fact, it's all but unavoidable - to dismiss such a survey as a cynical marketing ploy designed to make us

a) feel smug about our superior reading habits,
b) believe that people will see beyond a disastrous haircut to the Casanova within as long as s/he is reading Dickens, and therefore
c) buy more books.

But - and here's the thing - as a lengthy discussion in the Vulture's nest revealed, it may be cynical, but that doesn't make it any less true. All of us had book-related stories to tell, or preferences to air. I myself, on a first date with my swain of four years' standing, was delighted, on entering the pub, to discover him reading Wilkie Collins. A colleague told a story of a wedding she attended which had its origins in a chance meeting in a nightclub, during which the gentleman in question asked his future wife what she was reading. Obviously her reply - The Great Gatsby - struck the right note.

In terms of literary turn-ons, the arts editor confessed he'd love to start a conversation with anyone who was reading the poems of Elizabeth Bishop, although he "probably wouldn't have the nerve". Weaknesses for Elmore Leonard, Gabriel Garcia Marquez and, disconcertingly, Dante's Inferno were also expressed. Turn-offs, on the other hand, include Money by Martin Amis, "everything by DH Lawrence", and snobbishly, any book with a cover based on a recent film or TV adaptation.

So the question this Tuesday afternoon is - what, books-wise, does it for you? And are there any books that would put you off absolutely, no matter how attractive the reader?"


[Sarah Crown, Guardian Unlimited: Culture Vulture Blog]
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PS - Aconselho também a leitura dos comentários ao post (original): são deliciosos.

O fim de uma noite