",,,Um dia vai ser preciso que tu me expliques; e outro que eu perceba.Tem de ser em dias diferentes porque explicar e perceber são coisas difíceis, mágicas, de consequências pesadas. Sabemos lá, nós, nós, o que dali virá.
Eu por exemplo preciso de perceber hoje, só hoje, porque estou no mar e me faltas tanto, como se fosses outro mar; e tu já tantas vezes mo explicaste.
Talvez num dia de menos mar e mais tu, vai saber; não há dias de menos tu e mais mar - é outra coisa que preciso de perceber, e tu tantas vezes explicaste..."
24.9.12
23.9.12
Prémios
Não sei quando é que isto foi escrito; pode ser uma coisa de adolescência, ou resultado de uma ressaca colossal, como a que me fez vomitar, no outro dia. Mas a verdade é que me pergunto se o resto é igual; e fico sem vontade de saber.
"Porque das nádegas
a curva
sempre oferece
a fenda
o rio
o fundo do buraco"
(Via Alberto Gonçalves.)
19.9.12
Felicidade, morte
Há qualquer coisa de mortífero na felicidade. Que importa morrer agora, se morrer feliz?
16.9.12
Salvação, futuro
O século XIX e parte do XX viam a salvação no futuro; para melhorar era preciso andar, olhar, sonhar para a frente. É lamentável que para a nossa época a "salvação", a solução estejam no passado.
As pessoas olham para trás, desconfiam da ciência, têm medo do que as espera. Talvez seja por isso: habituaram-se a esperar pelo futuro, em vez de o fazer.
As pessoas olham para trás, desconfiam da ciência, têm medo do que as espera. Talvez seja por isso: habituaram-se a esperar pelo futuro, em vez de o fazer.
15.9.12
Relação ou consequência
Jorge Luís Borges fala de um povo que não vê relação entre o acto sexual e a gravidez (ou o nascimento, não me lembro).
As pessoas que pedem menos austeridade fazem-me pensar nesse povo: Sócrates andou a fornicar o país durante anos e elas não vêem a relação dessa fornicação com a presente austeridade.
(E pedem menos austeridade, mas isso é porque o homem falava bem, provavelmente; e muita gente gosta de emprenhar pelos ouvidos, dá menos trabalho).
As pessoas que pedem menos austeridade fazem-me pensar nesse povo: Sócrates andou a fornicar o país durante anos e elas não vêem a relação dessa fornicação com a presente austeridade.
(E pedem menos austeridade, mas isso é porque o homem falava bem, provavelmente; e muita gente gosta de emprenhar pelos ouvidos, dá menos trabalho).
Destinário errado?
As pessoas que "querem as suas vidas" deviam talvez dirigir o pedido a Sócrates, não?
(Além de que uma manif em Paris tem outro chic.)
Resgates e orgulho
A Espanha está a fazer tudo o que teria de fazer se pedisse um resgate; assim, quando o pedir, poderá negociar as condições e pretender que continua a mandar.
13.9.12
Pacote dois em um
O PSD apresenta sobre os outros partidos a vantagem de ser simultaneamente governo e oposição.
Já agora...
...alguém me pode dizer como é que a esquerda portuguesa reagiu aos anúncios do (ámen, genuflexão e vénia) Hollande?
11.9.12
Cobardia, cobardia, cobardia
"Um deputado sob anonimato"? Entre deputados "independentes" que saem da sala para não desobedecer ao partido pelo qual foram eleitos e deputados que falam sob anonimato a corja é realmente linda. Cheira bem.
10.9.12
9.9.12
"Que fazer com Portugal?"
Este artigo - do qual não estou a 100% de acordo com a conclusão (prefiro a democracia directa a qualquer outra forma) - devia ser lido. Para o adaptar a Portugal haveria muito poucas mudanças a fazer.
8.9.12
Literacias, coragem
Uma das coisas que mais admiro na oposição socialista é as coisas que ela sabe. Sabe para burro, passe a expressão. É admirável, incompreensível e injusto ter deixado o país no estado em que deixou, quando estava no governo. Devem esquecer o que sabem, quando governam.
Já quanto à cobardia estou de acordo. O autor deste post sabe do que fala quando fala de cobardia política; e a verdade é que Pedro Passos Coelho devia ter tido coragem para anunciar reformas a sério. Aposto que o PS, e todos aqueles que se aproveitaram do regabofe socratista se extasiariam: "o homem tem coragem".
Já quanto à cobardia estou de acordo. O autor deste post sabe do que fala quando fala de cobardia política; e a verdade é que Pedro Passos Coelho devia ter tido coragem para anunciar reformas a sério. Aposto que o PS, e todos aqueles que se aproveitaram do regabofe socratista se extasiariam: "o homem tem coragem".
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