14.3.08

Tarde, vida

É a tarde das tardes todas, uma tarde sem manhã nem noite, sem horas nem dias nem pôr-do-sol, sem passado nem futuro; é uma tarde imóvel, suspensa nas tardes que foram e serão, uma tarde na qual nada há e fora da qual nada é; uma tarde parada, e dentro dela dois vultos imóveis iriam se se movessem de um sítio qualquer para lado nenhum.

É a tarde, é uma vida, é a vida.

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.