26.7.13

Redifusão - Luz

A luz escorre por ti; descubro que a luz sou eu. Nos dedos o sol a tua pele o rio no membro e nos teus seios a ponte, como se fôssemos um. No jardim apareces-me, magnífica mentira, sorridente como os dias sem amanhã, sem ontem. És leve e sem bagagem - nem as nuvens, coitadas. Somos feitos de ontens, mas fazemos amanhãs. Hoje é uma ilusão de óptica, bengala de cegos nos passeios do tempo. Hoje és tu, e eu; amanhã seremos, serenos.