1.11.13

Diário de Bordos - Palma de Maiorca, Baleares, Espanha, 01-11-2013

Acabo de me aperceber de que perdi praticamente todas as fotografias que fiz de Palma. Belíssimo epílogo para uma estadia durante a qual me amaldiçoei a cada minuto opr não ter uma máquina fotográfica.

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Há coisas piores do que ir comprar o pão matinal à padaria Fibonacci, que fica mesmo ao lado de casa. Uma delas é, por exemplo, que a partir de hoje não o poderei fazer.

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Chick Corea, um pianista de jazz de que muito gosto, tem um álbum chamado My Spanish Heart



é um dos álbuns dele de que mais gosto e aqui fica, em jeito de homenagem.

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Uso Fahrenheit praticamente desde que apareceu, no final dos anos oitenta. É a minha água de colónia. Ou antes, era. Descubro com pavor que deixei de gostar dela.

Dois pavores: encontrar outra que a substitua; e acabar o frasco enorme que comprei no duty free de Colon por um preço que frisa o patético, de tão baixo. Pelos meus cálculos e experiência tenho para dois anos.

É misterioso aquilo que nos faz gostar ou não de um perfume. Li algures que gostamos das fragâncias que mais se aproximam do nosso cheiro natural. Talvez tenha mudado de cheiro, quem sabe.

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Volto hoje para Lisboa. A estadia em Palma foi um bocadinho mais longa do que pretendia, mas teve pelo menos a vantagem de ter sido útil: fez-me ver que não são portas o que tenho para fechar, são pesadíssimos e perros portões.

Palma continua a cidade linda, amável e acolhedora que conheci com alegria e espanto há mais de um ano. Vale a pena lutar por ela.

Palma, 2012