18.12.13

Das revoltas inúteis

Que as coisas são como são e não como nós queremos que elas sejam é um facto incontestável. E as pessoas, pode e deve acrescentar-se.

Mas isso não significa que não possamos ou devamos reagir perante a iniquidade, a maldade, a injustiça, a falta de ética; e inclusivamente tentar mudar as coisas (as pessoas é praticamente impossível; ou elas mudam de per si ou não há força no mundo capaz de as fazer mudar).
Claro que devemos.

O que está mal, o que sentimos como sendo errado deve ser combatido e criticado, não deve ser aceite. Mesmo quando se sabe, tantas vezes, que vamos acabar por ter de aceitar; não porque queremos, ou nos conformamos mesmo sem querer, mas porque as coisas são o que são; e as pessoas também.