7.3.14

Diárrio de Bordos - Bocas Town, Bocas del Toro, Panamá, 07-03-2014

Em Bocas del Toro não há um serviço público de recolha do lixo - ou se há não se dá por ele -. Há tempos, meia dúzia de meses, talvez pouco mais um grupo de estrangeiros - a maioria dos estrangeiros aqui é americana, ceci explicant cela - resolveu montar um serviço de recolha do lixo. Mobilizaram-se pessoas, meios, veículos, tempo, comunidade e a coisa começou a funcionar.

Há duas semanas o carro que faz a recolha dos sacos foi multado por obstrução ao trânsito.

Hoje à frente do cybercafé onde passo uma parte do tempo que passo em Bocas um táxi businava furiosamente. Para perceber a beleza desta história há que saber que em Bocas deve haver um veículo automóvel por cada mil habitantes (exagero, mas pouco) e que as ruas raramente têm carros estacionados.
O taxista buzinava furiosamente porque estavam dois carros parados lado a lado, um em cada sentido da rua e o táxi não tinha espaço para passar.

Um polícia entra no cybercoiso e pergunta às pessoas se o carro estacionado à frente da porta era de uma delas. Um senhor dos seus trinta anos diz que sim, mas que não deve ser ele a tirar o carro porque tinha sido ele a estacionar primeiro, muito antes da carrinha parada no outro lado da rua (por sinal de passageiros, parada à frente do hotel provavelmente para receber passageiros, ou largá-los. Mas isso em rigor é irrelevante).

O polícia pediu-lhe os documentos e ele lá foi tirar o carro.

Pouco depois encontrei o polícia na loja, fiz-lhe um comentário qualquer e ele respondeu-me que havia muita falta de civismo, mas não se podia ser muito duro com as pessoas porque não tinham dinheiro.

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Hoje fui à farmácia comprar a farmácia de bordo para a viagem e aproveitei comprei analgésicos. Amanhã vou ao dentista.

De qualquer forma resolvemos adiar a largada para próximo sábado, por causa da bomba da casa de banho. Há uma em Panamá, agora a questão é pôr lá o dinheiro e cá a bomba; mas isso vai ser fácil de resolver.

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Há notícias más às quais se seguem notícias boas, logo seguidas por outras más e de novo boas. Porém o cômputo geral é largamente positivo; de tal forma que já me estou a perguntar como e quando pagarei por tanta abundância de felicidade.

O mais tarde possível, por favor; e com juros baixos, que a maior parte da conta já está paga e com muito adianto.