30.6.14

Tristeza, tristezas

Há tristezas mais tristes do que outras. Há mesmo tristezas alegres, agradáveis, leves como a luz do sol coada por nuvens altas. Não se sabe bem se está sol ou se ele se foi, se volta ou se as nuvens vão ficar mais espessas e tapá-lo por completo.

Não é desagradável porque de repente fica menos calor e a luz fica um bocadinho menos contrastante, mais cinzenta e triste. Mas pouco.

É uma tristeza que nos ajuda a ver melhor as coisas que nos rodeiam.

E há a outra, feia e negra, pesada, como as noites de lua nova. Avançamos e parece que estamos parados; estamos parados e parece que alguém nos enterrou por engano. Não se vê nada, nem para fora nem para dentro.

É muito chata e cansativa, esta. Gosto mais da outra, tão frequente.