9.7.14

Copenhaga

Antes de mais nada é preciso reconhecer duas coisas: a) eu não percebo nada de nada e b) acho que Israel devia parar já, e se não puder ser já que seja imediatamente com os colonatos.

Isto dito:

1 - Três putos israelitas são assassinados. Não há inquéritos, nem autópsias e os assassinos passeiam-se como heróis pelas ruas;

2 - Um puto palestiniano é assassinado. Há um inquérito e uma autópsia e os assassinos vão para a prisão enquanto aguardam julgamento;

3 - Os palestinianos, com a sensibilidade e o espírito de contenção que lhes são internacionalmente reconhecidos provocam desacatos, atacam Israel com rockets e ameaçam o caos;

4 - Israel intervém para repor a ordem.

5 - Os palestinianos são bons e vítimas, os israelitas maus e carrascos.

Eu sei que estou enganado. Se alguém pudesse ajudar-me e explicar-me em quê e porquê eu ficaria inimaginavelmente grato.

Isto dito há, claro, outros consideranda que devem, passe a redundância ser considerados.

Os palestinianos são reconhecidos pelo seu estado de direito e pelo quadro jurídico liberal, reconhecedor dos direitos das minorias, das mulheres e dos maricas. É um estado isento de corrupção, aberto à inovação, atento às necessidades do seu povo, de tal maneira democrático que tem dois governos  (um dos quais é uma organização terrorista, um modelo de humanismo).      

Contrariamente aos países ocidentais, claro. É por isso que os activistas de género e os defensores dos direitos dos homossexuais e da liberdade de imprensa (mai-los amigos das árvores, dos animaizinhos et al.) lutam no ocidente por essas coisas todas e não lutam em mais lado nenhum. As lutas só fazem sentido onde são realmente necessárias.

Os palestinianos são mestres em manipulação da imprensa. Manipulam-na como se fosse feita em e de plasticina.

É por isso que a (perdoem-me a metonímia) intelligentsia europeia é toda anti-semita. Perdão, anti-Israel.

Confesso que se visse vacas e porcos a defender os proprietários de matadouros não ficaria mais surpreendido.