24.8.14

Patriotismos de pé e mão

O meu patriotismo sapatal leva um golpe todos os dias, coitado: os sapatos Victoria que comprei em Sitges em Novembro têm-se aguentado bastante bem. E só vão em breve ter companhia porque precisam de ser lavados. É uma compra que ando a planear há meses e que qualquer dia, em breve, se concretizará.

Mas hoje não este o patriotismo que me desassossega. É o fiscal. Sou grande adepto de livros em segunda mão (ou terceira, quarta, quinta e mesmo sexta, a julgar pelo estado de alguns).

Os pobres autores não recebem os respectivos direitos e eu não sei como pode Portugal alinhar em tal desvario. Eu gostaria muito que o meu país, dignamente representado pelo seu Primeiro Ministro e pelo Secretário de Estado da Cultura e dos óculos redondos encontrasse maneira (se possível fiscal) de corrigir esta medonha injustiça.