26.7.16

Diário de Bordos - Cambrils, Catalunha, Espanha, 26-07-2016

Tudo isto dito, a minha guerra privada com o filha da puta com um nome que parece o de um linguado continua. É uma batalha ou um tango: ora agora avanço eu ora agora avanças tu. Estou a ganhar, passo a passo mas claramente.

Quando voltar do Algarve vou ver a minha otorrino favorita; apenas, aposto, para lhe dar as boas notícias e vê-la, que não se perde nada.

E ainda há quem critique a Segurança Social. Com médicas assim não há crítica que resista.

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 O M/Y A., que tão simpaticamente me acolhe regressa à água amanhã. Ainda não tem os problemas todos resolvidos, mas tê-los-á em breve. Pelo menos espero. Quanto mais depressa me apanhar em Sitges mais contente fico.

Por muito difícil que seja estar mais contente do que estou.

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A Marinada é definitivamente um lugar que salva Cambrils de ser um não-lugar. Talvez não seja o único (não deve ser) mas é o que até agora conheço.

Já Cambrils tem uma função no Universo: ser o cenário de um filme francês do qual o título poderia ser "Les Vacances des Cons".

Ou, para quem se preocupa com os problemas de género, "Les Vacances des Couillons".

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Adenda: o que de resto me traz à memória que um barco a motor como aquele no qual agora trabalho é designado em francês por "promène-couillons" e não por "promène-cons".

Pormenor aparentemente insignificante, mas na verdade longe disso.