20.8.16

Notas soltas - Uma tarde em Lisboa

Já passa das nove da noite e vejo uma fila de turistas para o Elevador de Santa Justa; à tarde tinha visto outra, tão grande ou maior para o 28.

Uma das vantagens do turismo - quiçá a que os portugueses mais deviam apreciar e à qual mais gratos deviam estar - é demonstrar-lhes que a imbecilidade não conhece fronteiras. "Lá fora" não merece a admiração que lhe tinham.

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Talvez não fosse má ideia os restaurantes de certas zonas de Lisboa terem cartazes à porta a dizer "Fala-se português".

Se bem muito provavelmente seria qualquer coisa como : "Falasse purtuguêz". Talvez os cartazes devessem dizer "Não ligue aos erros de português. Não sabemos escrevê-lo mas sabemos falá-lo. E de qualquer forma V. vem cá para comer, não é?"

É.

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Os automóveis que apitam e fazem sinais de luzes e se impressionam muito porque vou, por exemplo, em contramão nunca estacionaram mal? Nunca passaram com um sinal encarnado? Respeitam os limites de velocidade? Põem o pisca-pisca a cada mudança de faixa?

Espero bem que sim. Lisboa seria a cidade do mundo onde se conduz melhor.

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Nas cidades estrangeiras evito as zonas turísticas. Em Lisboa começarei em breve. Não que tenha seja o que for contra os turistas. Não tenho.

Acho simplesmente que se deve evitar o excesso de coisas boas.