15.2.17

Surrealismo, Rossini

Ligo a televisão. Calha-me a RTP. Uma senhora presidente de uma câmara municipal do interior explica as vantagens de ter as opções da câmara a que preside escrutinadas "e ainda melhor se for por um organismo exterior, independente", acrescenta.

Mudo de canal, claro. Ouvir isto na Suíça, país onde não há um cêntimo de dinheiro público que seja gasto sem que quem o paga - o soberano, como é aqui chamado - saiba e decida é demasiado surrealismo para a minha pobre cabeça.

No Mezzo passa a Cenerentola.