17.5.17

Diário de Bordos - Cádiz, Andaluzia, Espanha, 17-05-2017

Acordo com uma monumental dor de cabeça. A visita do Sobral e as vitórias do papa Chicos e de um clube de futebol foram dignamente celebradas com Licor de Hierba, bebida de origem baleárica e alcance global.

Tudo começou ao almoço, no restarante Casa Lazo. É uma casa digna, espanhola, que serve com simpatia e eficiência "Jamones & Chacinas selectas, Carnes Nacionales, Productos de temporada" (verbatim), tudo isto acompanhado por um excelente Rioja Crianza e digerido com um Jerez e - lá está - Licor de Hierba. (A Casa Lazo fica na calle Barrié, 17, Casco Antiguo se por acaso alguém por aqui passar).

Depois fui esperar a abertura da livraria para o café La Fabrica, onde a receita de Licor de Hierba, simpatia e eficiência se repetiu várias vezes. Depois dos livros começou uma deambulação pela cidade à procura de discos de Paco Ibañez. Não encontrei, mas reencontrei uma cidade da qual gosto bastante, onde as pessoas são amáveis e comi (hoje de manhã) um dos melhores croissants da minha vida (no Café Le Poème, ao lado do mercado, pertença de uma senhora francesa, os croissants são um poema de verdade).

O resultado foi esta dor de cabeça mais chata do que pastilha elástica na sola dos sapatos e a confirmação de que Espanha é um país porreiro, vivo (o nome deste blog tem uma longínqua origem nessa vivacidade, de resto), contagiante e que se o homem me chatear muito em Lisboa é para Espanha que mudo, se bem não para Cádiz porque não se pode viver numa cidade onde não há lojas de discos.

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Largamos amanhã de manhã, devido ao tempo e tempo. Em princípio será a última escala antes de Atenas.

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Perdi uma série de posts sobre a condição de marinheiro. Um deles estava giro, consegui reproduzi-lo parcialmente. Os outros também conseguiria, se quisesse.