12.3.18

Teoria empírica

Bom, vamos lá então começar por acabar o dia, se é que se pode acabar uma coisa e ter começado outra, comecei o dia e acabei agora isto que me serve de noite ou de travesseiro ou até - vá lá saber-se - de ponte levadiça para o amanhã,  se conseguir apagar a luz que acendi ontem.

Basta de divagações. Vamos aos actos: uma das mulheres mais bonitas que conheço (sendo que bonitas contém todas as acepções do termo, incluindo as novas e ou nunca sonhadas) decidiu que o seu humor varia ao longo do dia.

Como se o da Lua - de onde a senhora de certa forma provém - não mudasse também ao longo do dia.

Bom.

Acontece que por mim (esta deve ser a expressão idiomática mais estúpida do português) - por mim, dizia eu na primeira pessoa do singular - a senhora está enganada de manhã e correcta  à tarde.

Acontece a muito boa gente, mas nem sempre por engano. Ela é demasiado bonita para ser burra e demasiado inteligente para ser feia. (A falta de inteligência e a de beleza são qualidades medianas; não são das margens).