11.9.18

Luz, Panteão, filtros, pessoas

A luz agarra-se à cúpula do Panteão como um tipo a tentar não cair por ali abaixo, espalmado contra a pedra unhas e dentes, a escorregar devagar, muito devagar. A vista estanca os ruidos, barra-os, filtra-os: motas, sopradores na limpeza das ruas - hoje foi dia de feira - a conversa dos vendedores da feira na mesa ao lado. A luz faz uma almofada entre eles e mim, como algumas pessoas entre mim e a vida, entre mim e o passado.

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.