(Espalha-se-me radicalmente a palavra pelo corpo todo, no sentido mais radical do termo: raízes).
Palavras que como raízes tu me espalhas pelo corpo, palavras regadas cada vez que respiras, cada vez que me olhas. Assim as palavras vão crescendo e delas os ramos, as flores, os frutos. Na azáfama da flor crescem sílabas, futuros, a mão hesitante de um amor nascente, um olhar que se interroga.
O que se constrói a dois, o que se diz, faz a dois? Que nome dar ao fruto da palavra?
Imagino a pele e nela a palma de uma mão, vejo-te simultaneamente fruto e raíz, palavra e silêncio. Espalhas-me silenciosamente raízes nas palavras. Frutos moldados a dois, digo-te, duram mais tempo, dispensam frigorífico, são mais apetitosos. Respondes-me com um rio, chuva e vento.
Talvez. As palavras dão frutos, é tudo o que agora sei.
(Para a R., com um beijo)
Palavras que como raízes tu me espalhas pelo corpo, palavras regadas cada vez que respiras, cada vez que me olhas. Assim as palavras vão crescendo e delas os ramos, as flores, os frutos. Na azáfama da flor crescem sílabas, futuros, a mão hesitante de um amor nascente, um olhar que se interroga.
O que se constrói a dois, o que se diz, faz a dois? Que nome dar ao fruto da palavra?
Imagino a pele e nela a palma de uma mão, vejo-te simultaneamente fruto e raíz, palavra e silêncio. Espalhas-me silenciosamente raízes nas palavras. Frutos moldados a dois, digo-te, duram mais tempo, dispensam frigorífico, são mais apetitosos. Respondes-me com um rio, chuva e vento.
Talvez. As palavras dão frutos, é tudo o que agora sei.
(Para a R., com um beijo)
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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.