6.6.19

Diário de Bordos - Palma, Mallorca, Baleares, Espanha, 06-06-2019

Tudo é suave em Palma, excepto a beleza das mulheres. É verdade que não chega ao exagero de Genebra, cidade em que até as feias são bonitas. Aqui só algumas o são. Mas é uma beleza muito mais selvagem, mais abrupta, mais brusca. Ainda não sei explicar porquê; talvez por muitas deles estarem de férias, mas não tenho a certeza.

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Fui beber uma cerveja à Llotja (o quarteirão e o café). Não é sítio onde vá muitas vezes, aquela mistura de turistas e yachties-que-não-vão-ao-Corner é maçadora (e a cerveja cara).  Mas é forçoso reconhecer-lhe a graça; mais ou menos como ir à Suiça quando ainda era frequentável, ou ao Nicola, do outro lado da Praça. Basta não ir muitas vezes.

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Acabo com uns boquerones no Bar Dia, um resistente. Não tenho nada contra a modernidade; só lamento que seja tão igual, tão monótona. O bar Dia resiste. Talvez fosse igual a todos os outros, quando a Llotja era a lota, local de encontro de pescadores, peixeiras e fauna acompanhante. Hoje não é igual a mais nenhum: é feio, barato e come-se bem, que é para o que foi feito.

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