7.8.19

Diário de Bordos - Palma, Mallorca, Baleares, Espanha, 06-08-2019

Fui ao bar España, um local que frequento dolorosa - ou melhor, estupidamente - pouco (a estupidez dói, sobretudo a nossa). Pedi uma Palomita. O homem sabia o que é. O bar España é um dos poucos locais populares (no sentido sociológico de popular, não no de um concurso televisivo) que resistiram no centro de Palma. Vou lá de vez em quando, quando preciso de ver mulheres feias, homens estúpidos e um resumo da via quando era vida, não uma montra de nádegas e tetas.

Foi tão bom que prometi voltar amanhã, promessa que não poderei manter porque vou a Barcelona. Mas se tomarmos amanhã por uma metonímia: voltarei muitas vezes. Aprendi montes de coisas. Fiquei a saber que Très Caires significa "três cantos" e se refere à forma triangular da garrafa, por exemplo; que a maneira tradicional de beber Palo é com umas gotas de Gin; que os maiorquinos nos falam, se falarmos com eles (esta é caca de boi. Toda a gente nos fala, se lhes falarmos). Fiquei, sobretudo, a saber que Mallorca se dá. Basta querê-la, muito e muito tempo. E que é imperdoável ter levado tanto tempo, por mais compreensível que seja.

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Depois: jantar no Volta Dos. Fica para amanhã.

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Ficou decidido que vou escrever um guia da minha Palma. A vergonha de ser tão guiazinho far-me-á certamente explorar melhor esta cidade.

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.