Ora essa, Luís! Então reconhecer-me razão tem mais a ver com os dias do que com as razões? ;-) Mas até pode ter. Só que, em questões desta natureza, dizer mal é uma aposta absolutamente segura, porque as razões nunca falham. Essa proposta é tanto mais obscena, quanto se fala, desde há uns tempos a esta parte – e nem sei se o assunto não tem já expressão legal – no agravamento das condições horárias do trabalho em geral.
Uma das grandes vantagens que vejo na minha idade, Luísa, é ter aprendido a não julgar os outros; e a, quando de todo for impossível não o fazer, ser o mais indulgente possível. A vida é, cada vez me parece mais, uma grande, grande circunstância atenuante. Mas lá que por vezes é desesperante...
O pior nesta história é uma atitute que me parece muito portuguesa: perante uma situação desagradável, ou negativa - sobre a qual podemos agir, claro; não me refiro a tremores de terra, trombas de água ou à inclinação do eixo terrestre - os portugueses acomodam-se, em vez de a modificar. É como se as coisas fossem o que são devido à graça divina, ou à fase da Lua - e não àquilo que nós fazemos para que eles sejam assim, ou não sejam diferentes.
Ora essa, Luís! Então reconhecer-me razão tem mais a ver com os dias do que com as razões? ;-)
ResponderEliminarMas até pode ter. Só que, em questões desta natureza, dizer mal é uma aposta absolutamente segura, porque as razões nunca falham.
Essa proposta é tanto mais obscena, quanto se fala, desde há uns tempos a esta parte – e nem sei se o assunto não tem já expressão legal – no agravamento das condições horárias do trabalho em geral.
Uma das grandes vantagens que vejo na minha idade, Luísa, é ter aprendido a não julgar os outros; e a, quando de todo for impossível não o fazer, ser o mais indulgente possível. A vida é, cada vez me parece mais, uma grande, grande circunstância atenuante. Mas lá que por vezes é desesperante...
ResponderEliminarO pior nesta história é uma atitute que me parece muito portuguesa: perante uma situação desagradável, ou negativa - sobre a qual podemos agir, claro; não me refiro a tremores de terra, trombas de água ou à inclinação do eixo terrestre - os portugueses acomodam-se, em vez de a modificar. É como se as coisas fossem o que são devido à graça divina, ou à fase da Lua - e não àquilo que nós fazemos para que eles sejam assim, ou não sejam diferentes.