9.11.13

Lisboa, Lisboa, Lisboa

Está um dia lindo e o melhor poema que posso escrever-te, Lisboa, é andar-te. Desço a Almirante Reis, compro uma garrafa de vinho no Café Zazou, partilho-a com o meu amigo L. numa casa que tem uma vista de Lisboa quase tão boa como a amizade que tenho por ele; saio e apanho o 28 até ao Chiado; passeio pelo Bairro Alto, vazio a esta hora, tão bom e tão cheio de ameaças: em breve estará invadido por hordas de garrafa na mão, em breve será o palco da boémia do futuro.

Mais tarde irei de novo ao teatro, um pequeno teatro independente de que nunca tinha ouvido falar; e depois ao B.Leza.

Se isto não é amar-te, Lisboa, o que é amar?