19.6.14

Take Another Plane, ou As alegrias das empresas públicas

Terça-feira o aviao voltou para trás porque a TAP nao qui correr o risco de ter o aparelho imobilizado em Brasília até ao fim do campeonato de futebol. Parece-me bem.

Terça-feira uma funcionária de TAP telefonou-me às onze da noite para me dizer a nova hora do voo, mas tinha-se esquecido do voo de ligaçao. Acontece.

Quarta-feira a senhora da TAP disse-me simpaticamente que afinal o voo era amanha (nao dissse porque, mas obviamente foi devido ao facto incontestavel de os voos internos no Brasil estarem cheios) e fez-me logo um cartao de embarque para o dia seguinte. Foi chato ter ido para o aeroporto às seis da manha, mas pelo menos a senhora foi eficaz e competente. A colega da véspera podia evidentemente ter-me enviado um SMS a avisar-me, mas enfim. Acontece.

Quinta-feira chego ao aeroporto e vou ao check in para mudar o lugar que a senhora me tinha dado na véspera. A mudança foi rápida e eficaz. Passei a segurança e vou para a área de embarque.

O voo deixou de ser às 09;35 e passou para as 15;30.

Três perguntas:
a) A TAP tinha o meu número de telefone desde terça-feira. Nao teria sido possível avisar-me da mudança de hora?

Vamos aceitar que nao sabiam. Ok.

b) A senhora do check in de hoje de manha nao podia ter-me avisado de que o voo estava atrasado e que eu devia voltar às duas e meia, em vez de me deixar entrar para a zona de segurança? Nao sei. Talvez a TAP tenha esperança ou informaçao de que o voo pode partir ais cedo. Duvido, mas nao é impossível.

c) Nao estará na altura de privatizar a TAP e a transformar numa low cost? Sim. Já. Nem a Ryanair teria mostrado tanto desprezo e falta de competência.