12.8.14

Por que portos (quinquagésima milésima trigésima quarta versão)

Por que portos navegaste,
por que corpos?
Por que praias encalhaste,
por que ventres?

Em quantas línguas mentiste,
contra quantos ventos bolinaste,
a quantas tempestade aproaste,
de quantas fugiste?

Quantas mãos te acariciaram,
quantas vagas?
Quanto olhos te guiaram,
quantos faróis?

Quantos sóis observaste,
quantos seios?
Quantas rectas te situaram,
quantas pernas, braços...

Em quantas cartas traçaste rumos,
quantas peles?

Que nortes te esperam,
mortes, solidões?