23.7.15

Diário de Bordos - Alvaiázere, Portugal, 23-07-2015 / II

Lembrei-me, com uma certa injustiça, desta canção. Fui jantar ao quiosque do jardim, a única coisa para comer uma bifana que encontrei aberta.

Ao meu lado estava um senhor que - fez questão de mo fazer saber - é de Cascais; e está em Alvaiázere "há vinte anos". Cometi o erro de lhe dizer que trabalho onde trabalho e sentiu-se na obrigação de discorrer. Ele falava e eu pensava no Brassens e na injustiça: a questão não era bem onde ele tinha nascido.

O homem tem a sorte de ser um imbecil puro, não precisa sequer de ter nascido quelque part.



Felizmente há o Rachmaninov.