24.10.15

Até um dia

Vamos então fazer assim. Dizemo-nos adeus agora, adeus até um dia, adeus até nos reencontrarmos numa esquina qualquer do universo, adeus até os deuses nos reencontrarem. Foi um encontro em forma de assim, não foi?, o nosso. Um encontro em forma de adeus, de até já, até breve, até à próxima esquina. Não sei se são bons ou maus, piores ou melhores estes encontros que se escrevem com adeus no olá. Mas são os que temos, ou tivemos. Foi o que os deuses nos deram.

Até um dia, miúda. Porta-te mal. Faz um homem feliz; ou dois; ou todos os que puderes. Nunca somos de mais.

E depois imagina-te um dia numa rua da tua ou da minha ou de outra qualquer cidade a andar num passeio no sentido Norte - Sul, por exemplo; ou Leste - Oeste, como o sol. E eu na mesma rua mas no sentido contrário. Tu páras numa montra e eu também. Quero ter a certeza de que és tu.

Olá e adeus são os dois lados da moeda dos encontros.  Atira-a ao ar as vezes que quiseres: caem o mesmo número de vezes. Até um dia. A reversabilidade desaparece.

Até um dia.