12.1.16

Lisboa, vida

I don't mean to suggest
That I loved you the best

(L. Cohen)

Estou longe de ser o melhor dos teus amantes, Lisboa. Há-os mais ricos, mais cultos, mais presentes. Mas dos tesos trogloditas e fugazes estou de certeza no pódio.

Amo-te e pedalo-te desde a livraria Galileu em Cascais àquela tasca em Alcochete onde há muitos anos me engrossei de tal forma que não me lembro nem do nome nem do que comi. Só me lembro do bom que estava a tasca e do bem eu.

Ficam-te bonitas as mulheres e bem a luz e as ruas, a ginja Sem Rival e a Merendinha do Arco.

Hoje foi dia de chamuças na D. Mónica em Belém e nos Primos em Alcântara; e de matar saudades no Beira-Rio em Santos. E de voltar ao Vertigo no Chiado, que parece foi feito para me acolher mai-là Vitus (sem quem tu serias tão menos, ó Lisboa minha de tantas das minhas vidas).

Amo-te Lisboa: tu percebes como ninguém que eu fujo de quem amo e a quem amo volto mas não fico em quem amo porque não fico em lado nenhum se não morto e tu és vida, não morte.