5.1.17

Mãos, noite

É pela calada da noite que elas vêm, caladas, as garras que escondes na pele. Olho-te para as mãos e não as vejo. Isto é: vejo as minhas. As tuas pertencem à noite: não se vêem.

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.