2.2.17

Diário de Bordos - Genève, Suíça, 02-02-2017

Fica definido de uma vez por todas: doravante para mim a imagem de Genève é a de uma filha que me espera no aeroporto ao volante do seu automóvel, "pernas intermináveis como o futuro" (o elogio foi primeiro e há muitos anos dedicado à mãe dela), ponto de luz e beleza numa noite negra e fria.

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Compasso de espera em casa de JvH até poder ir para casa de S. J. é um gentleman e Ch. uma senhora. Moram numa vivenda bonita e humana nos arredores próximos de Genève. Falamos muito, J. e eu. Estamos de acordo no essencial e discordamos cordialmente no resto.

Posso ter azar com muitas coisas; mas com os amigos não tenho. Encontrei amigos que me escolheram. É uma sorte. Quem tem amigos assim não pode ser má pessoa, por mais que tente parecê-lo.

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O programa é simples e fácil de cumprir: escrever, ver amigos e a família, escrever, passear, ver amigos e família, escrever.

É a vantagem das coisas que chegam quando têm de chegar e não antes nem depois.