7.6.17

Diário de Bordos - Atenas, Grécia, 07-06-2017 / II

Contexto: uma rua pedonal, bonita de tão feia e feia de tão estranha: estreita, árvores no eixo central, prédios cuja estética oscila entre feio, muito feio, aceitável, cafés porta sim porta não cheios de gente. Não há um turista em nenhum deles.

Atravesse a rua. Não há um grego no café.

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Que será que impede as gregas (de Atenas) de envelhecer? Espero que não seja o Tsipras, ainda me apanhariam a votar Bloco se um dia votasse.

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Está decidido. Vou jantar ao Philos Café, em Keramikos. As portas do futuro dão para as varandas do passado.

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Ainda bem que há turistas. De outra forma não haveria mulheres feias nas ruas (salvo raras e honrosas, etc.)

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Hoje mandei os livros pelo correio. Amanhã vai metade da roupa. As garrafas de vinho e a de Grappa ficam comigo. Prefiro que se partam na minha presença a que seja um selvagem descuidado a parti-las.

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Passei cinco vezes o canal do Panamá e duas o de Corinto. Há coisas em que o empate é pelo menos honorável.

Para não dizer imprescindível.

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Vou passar um fim-de-semana sozinho num sítio onde não saibam o que é um remo. Só assim posso comparar.

Comparar o quê?