30.6.17

Fragmentos (do discurso amoroso)

Poderia dizer "amo-te" até gastar a língua e os lábios e os dentes se transformarem em pedacinhos minúsculos das conchas do areal e mesmo assim não diria tantas vezes quantas as que preciso de to dizer. 
Imagina um tanque gigantesco cheio de amor. Tem um buraquinho minúsculo numa das paredes e cada vez que eu digo "amo-te" sai uma gota. 

Se eu te disser um milhão de vezes "amo-te" o tanque continua tão cheio como estava e eu não terei mais boca para to dizer, nem olhos para to mostrar, nem mãos para to provar. 

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.