15.7.17

Diário de Bordos - Menorca, Baleares, Espanha, 15-07-2017

Ainda é muito cedo para ter certezas. É sempre, de qualquer forma, não é? Só no momento em que estamos a ir desta para melhor o pudemos afirmar sem dúvidas. Mas tudo indica que estou outra vez num ciclo de sorte daqueles que o transporte do ano passado para San Diego me fez crer que não viriam mais e o deste ano para Atenas sim. E o job no Med o ano passado sim e o do Algarve não e o da Flórida nem sim nem não; e por aí fora. Não sei. Ninguém sabe.

Mas sei que sim, que tudo indica tive muita sorte: o bote é sublime, o armador idem e a tripulação também. Dois meses e meio de charter no Mediterrâneo nestas condições fazem-me agradecer ter ido comprar as místicas antes de vir: vou precisar das palavras delas para agradecer (não sei a quem, mas isso é outra história. A gratidão está cá).

Sessenta e cinco pés, quarenta e cinco toneladas de deslocamento, nove passageiros no máximo (normalmente entre cinco e oito). O barco é um desenho canadiano construído em 1986 e um pouco modificado por um armador americano. Ketch (e não sloop como inicialmente pensei).