15.11.17

Diário de Bordos - Lisboa, 15-11-2017

Nâo sei como dizer isto: cheguei ao hospital e menos de meia hora depois estava a pedalar de regresso àquilo que agora me serve de casa (quase perfeitamente, aliás. Só me faltam os livros). Não vou nem queixar-me nem revelar o segredo (não começa por C). Limito-me a registar o facto, com indisfarçável prazer e uma certa nostalgia: já passei muito tempo naquele hospital (algum do qual graças à senhora C) e por mais que me chateie lá ter de voltar é sempre bom ver que tudo funciona.

Se não de resto de resto tudo bem: uma pequena urgência que se resolveu with a little help from my friends; mais uma perspectiva de futuro - é inacredtável a quantidade de portas que o futuro tem abertas versus as que o presente tem fechadas, mas isso é outra história. Basta viver no futuro e tudo se resolve -;  e por aí fora, que a estrada é longa, a página não tem fim e daqui a pouco vou sair, ouvir música.

Talvez. Não sei. Não sei nada, nunca, todos os dias. À croire que je ne veux pas savoir. Não quero, verdade seja dita. O que não sei satisfaz-me perfeitamente: é mais do que o que sei, é uma piscina maior. Nadar por nadar prefiro nadar no que desconheço.