19.11.17

Sintomas, distâncias

Tudo é sintoma de qualquer coisa. Tudo: este beijo que te quero dar, tão longe; esta noite fria e sem luz, sem lua, sem gente.

Sintomas, sem dúvida, mas não sei de quê, de que anomalia, de que cansaço.

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(Cansaço rima com abraço; mas como preencher o que lhes fica entre?)
(É tão curta a distância entre abraço e cansaço, não é?)
(Há um mundo sem fundo, uma distância sem importância.)
(Depende de quem é o abraço - teu ou meu? - e o cansaço.)