18.11.17

Um dia não me lembrarei de ti

Um dia assim: começa cheio de barulho e acaba bem, a escrever-te a mão, a pele ali onde ela é mais fina, mais leve, sorridente, quase transparente, como se me quisesses dentro dela, dentro de ti, como se me abrisses a porta antes de me abrires a porta.

...

Não consigo não pensar em ti. Isto é: não consigo não me lembrar de ti. Esquecer-te já te esqueci há muito tempo, mas continuo a lembrar-te: esquecemos mais depressa o que se fez depressa e mais devagar o que se fez devagar, não é?