10.12.17

A tristeza de hoje é a de amanhã

De uma coisa há que estar grato à tristeza: é um poderoso afrodisíaco. Quando estou triste lembro-me de todos os seios que toquei, todos os ventres que me acolheram, dos olhos que me prometeram o mundo e tantas vezes me levaram ao céu.

Quando estou feliz contento-me com o que tenho à mão. Verdade seja dita, tento partillhar a felicidade, na medida do poder e do saber. Mas - ah! - aquele desfilar de corpos e de promessas da tristeza não tem rival na alegria.

A menos, claro, que veja nesta de hoje aquela de amanhã.