27.1.18

Lisboa, nova

Lisboa com a luz de sempre, o rio cheio de velas como nunca, gente feliz por todo o lado.

Resistes a tudo, puta velha: quanto mais as mamas te caem mais afiada tens a língua e gulosa a boca. Tejo e luz não há imbecil na Câmara que tos roubem; com eles podes tu bem. O resto é comigo e contigo, entre nós que ninguém nos ouve: fodo-te as ruas tu fodes-me a vida e eu não sei quem fica a ganhar: se tu, eu ou os dois.

Ganhamos todos. Sobrevivente do maior tremor de terra de sempre não haverias de sobreviver a meia dúzia de turistas e uma de resmungos? Deixa-os falar. Daqui a vinte anos havemos de nos rir os dois, tu mais nova e eu mais velho.