25.7.18

Diário de Bordos - Palma, Mallorca, Baleares, Espanha, 25-07-2018

Hoje fiz mais uns riscos no carro. Enfim, não eu: a parede da garagem.

Espero que tenha seguro contra todos os riscos. Aquela garagem não é feita para quem está a fazer um refit desta amplitude.

Pelo menos tem dois pontos bons: a) faz-me sentir parte de um grupo, o que é raro - não há ali um único veículo que não esteja marcado -; b) lembra-me de que com barcos isto é raríssimo acontecer. Antes assim.

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Como de costume passei de uma série de dias a fazer praticamente nada para dias de trabalho infernal.

Tenho sorte: gosto do que faço e "infernal" não é o termo certo. "Paradisíaco" sim.

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Tive de refazer tudo o que fiz ontem. A senhora chinesa tinha razão: plasticina é para criancas. Hoje usei silicone, duas demãos. Comprei o mais barato, na esperança de que seja o mais fácil de arrancar.

Agora é esperar que amanhã esteja seco. Se não estiver, depois de amanhã. Quando a quilha estiver no lugar não vai ser Tripulação 1 - Quilha 0. Será Tripulação 1952 - Quilha 1951.

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Amanhã encontro-me com o Edison às seis e meia da manhã. As instruções do Chockfast dizem que aplicar aquilo é "um trabalho de equipa": creio que nunca segui um folheto de instruções tão religiosamente.

A diferença entre isto e uma religião está nos resultados: aposto o que quiserem que o meu Chockfast vai ficar porreiro. Alguém pode garantir a mesma coisa quando eu morrer se daqui até lá seguir todas as prescrições de uma fé à vossa escolha, seja ela qual for?

Não.

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O Verão chegou e as mulheres de Palma ficaram pecaminosamente atraentes. Todas. Deve ser por isso que gosto tanto do Verão: pecar é bom, seja por actos, omissões ou pensamentos.