15.3.19

Rios, amores

Não deixa de ser curioso: a maioria das pessoas vê o amor ao contrário. Para mim, ele é um rio, começa pequeno e vai  engrossando, à medida que passa por quedas, cascatas, barragens e sabe Deus que mais.

Muitos começam com ele largo e em luta para chegar ao mar, poderoso e prometendo infinitos. Depois o tempo passa e o rio estreita-se, não sobrevive às barragens, as quedas e cascatas transformam-se em subidas, os calhaus em pedregulhos e acaba num fio de água. A nascente passa a morrente e o amor acaba-se-lhes perante os olhos espantados e incompreendidos.

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.