4.8.19

Ontem, sono, amanhã

Em acabando o dia, isto é: quando não há mais dia, quando tudo o que tens pela proa é um bocejo e uma série de lugares fechados, uma cama que sem ti estaria vazia, uma ventoínha indecisa (desligada queres ligá-la, ligada queres pará-la)... Em ficando o dia pela popa começas a pensar no de amanhã. Entre os dois dormes. Mulheres fellinianas de tetas enormes, aconchegantes. É isso que te embala: a carícia quente de ontem, a ainda mais quente de amanhã. Hoje é o sono que as une. 

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.