A resiliência é perniciosa. Ceder à mediocridade, refugiar-se no álcool ou na loucura, na morte - refúgio supremo mas reticente, não se dá facilmente - é, isso sim, prova de sageza. A banalidade é um porto de abrigo. Deixar a adversidade ganhar, baixar os braços, reconhecer a derrota com uma vénia, chapéu baixo: eis os princípios de uma longa e feliz vida.
A mente explode-me - isto, explode ela e explode-me a mim, que a acompanho em tudo o que faz. Bebo rum, oiço um argentino tocar um orgão portátil, volto a beber rum, o homem toca Hallelujah («é a única canção que conheço dele» - há sempre uma desilusão ao virar da esquina).
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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.