23.4.26

Harmonias, aventais

Devido a uma simples questão de harmonias, é essencial escolher o avental com o qual se vai cozinhar. Uso o plural propositadamente: são duas as harmonias às quais é necessário estar atento. A interna e a externa. O avental deve acordar-se com o menu e com o nosso estado de espírito (e excepcionalmente com os convidados, quando os há e se corre o risco de eles chegarem quando ainda estamos a cozinhar - no meu caso, sempre: só tiro o avental quando vou para a mesa). O avental na cozinha é uma peça de roupa tão importante como a roupa do dia e combiná-lo com o que o envolve - ou, mais importante, ele envolve - é tão importante como combinar a cor das meias com a camisa (ou com a gravata) ou os sapatos com o cinto. Tal como a ninguém passa pela cabeça ir trabalhar para um escritório de mocassins castanhos ou de camisa havaiana, ninguém pensaria pôr o avental encarnado para fazer um jantar de cerimónia (refiro-me ao meu avental encarnado. Tudo isto é muito pessoal. Mas não esperem confidências. O DV não é um confessionário). Todos os meus jantares são de cerimónia, de passagem se diga, esteja sozinho ou acompanhado e por isso o meu avental por defeito é o chic, o da Zara, que não tem atilhos. Quando vai para lavar... Bom, pouco importa. Fica a nota. Hoje pus o encarnado. É o que mais raramente ponho, apesar de ultimamente o ter usado de vez em quando. Espero vivamente que tenha de ir para lavar e eu não precise dele por muito tempo.

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.