Que raio de dias estes! Os primeiros três foram porreiros: «cliente» super simpático, só ele e a mulher, pessoas decentes. Cliente vai entre aspas porque é um dos armadores. Depois entrou a outra armadora, marido, filhos e amigos. Ao todo oito pessoas. A mulher (não merece o epíteto de senhora) é insuportável. É daquelas pessoas que tem o poder de parar o tempo: parece que os dias não passam. Já só faltam dois, que a mim parecem mais semainas do que dias. Hoje tive uma folga: mau tempo e conseguimos prolongar a estadia em bóia em Portopetro. Continuamos sem água a bordo mas estranhamente a mulher não reclama demasiado: sabe que a culpa é dela e só dela.
Refugio-me no Rafa (Rafael Y Flora), o «nosso» restaurante aqui. Come-se bem, é mais barato do que o resto da oferta de restauração local e fica no porto (é o restaurante do Reial Club Nàutico Portopetro).
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Uma das famílias desembarcou hoje de manhã. Era a mais simpática, claro. Logo a seguir o ambiente a bordo ficou irrespirável. O raio da mulher envenena a vida a toda a gente, incluindo ela própria. Deve ter lido aquele fantástico livro do Paul Watzlawick Faîtes vous-même votre malheur (The Situation Is Hopeless but Not Serious: The Pursuit of Unhappiness no original) e não entendeu que aquilo não era para seguir à letra.
(Cont.)
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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.