Hoje foi o primeiro dia desde que isto começou (lá para vinte e oito de Maio, em Barbate ou em Cádiz) que não tenho dores e não tomei analgésicos. Só me resta o cansaço permanente e continuar a usar cinta, sobretudo quando estou sentado. Atribuo o cansaço à duração desta luta: mais de um mês, sem intervalo e com comprimidos e injecções em doses cavalares. Exagero, claro. Foram muitas pílulas - analgésicos, anti-inflamatórios, mio-relaxantes, protectores do estômago e outras que agora me escapam - e uma dúzia de injecções ao ritmo de duas por dia. Só é cavalar para quem tem uma relação à distância com os medicamentos. Fica o cansaço, que me irrita e a promessa de que este Verão vou ter cuidado. Não posso correr o risco de isto voltar a acontecer.
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Novo encontro com o R. C. para um novo espectáculo de poesia, mais complexo e estruturado do que a Poesia do Vinho. Espero encontrar compradores. Se não, serei pago apenas pelo gozo que me dá esta descoberta e o eterno fascínio que sinto pela erudição (no caso do R. C.) e pelo conhecimento (no meu). Não chega, mas é melhor do que nada.
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Dias de calor: o ar condicionado ganhou um adepto indefectível. Gosto tanto dele como do aquecimento no Inverno. C'est dire!
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Comprei um livro de Gabriela Mistral em La Coruña. Chama-se Éxtasis. Raramente vi título tão correcto num livro de poesia. Ler aquilo é um êxtase.
"La hora de la tarde, la que pone
Su sangre en las montañas.
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Cima, in Éxtasis, ed. Penguin, Barcelona, Abril de 2024.
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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.