Salto de crise de ansiedade em crise de ansiedade e pergunto-me se não se poderia arpoar o medo como dantes se arpoavam cachalotes nos Açores mas não sei se os medos também ficam a flutuar depois de mortos como aqueles simpáticos cetáceos e do mar salto para os campos de minas mas apercebo-me de que não é boa ideia arpoar uma mina e daí as coisas começam a enredar-se-me como se houvesse muitos arpões atirados ao mesmo medo e os medos partem-se em mil fragmentos toda a gente sabe quando arpoados de maneira salto sem pré-aviso para a temática do frio e da alternância tapar-me destapar-me com que a noite começa numa vã tentativa de lhe desviar a atenção.
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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.