1.8.26

Diário de Bordos - Palma, Mallorca, Baleares, Espanha, 01-08-2026

Janto no Mestis, restaurante de que me tenho mantido afastado não sabia bem porquê. O principal impedimento talvez fosse o nome: demasiado perto do meu bem-amado Café Métis, em Genebra; ou talvez porque é demasiado zeitgeist para  meu gosto. Não sei. Sei que saí de lá nem vencido nem convencido. Terei de lá voltar, tirar dúvidas. Amanhã, contudo, não será a véspera desse dia. Agora só quando aparecer mais trabalho. Nunca vi nada de errado em trabalhar para comer e não é agora que vou começar. 

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Pequeno incidente na cala S'Algar: ia atropelando três nadadores. É um daqueles casos em que a culpa ou não é de ninguém ou é de todos mas apanhei um susto que me pôs o sangue a circular à velocidade de um Fórmula Um na recta final de um percurso. 

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A entidade que gere as instalações da estação Intermodal de Palma aumentou o parque de estacionamento de bicicletas. Continua insuficiente, claro. O que me intriga é porque não multiplicaram logo o número de lugares por três ou quatro. Tzenho encontrado lugar, mas à custa de malabarismos para os quais me faltam a agilidade e a paciência. 

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Descansar,  esperar que a injecção esteja à boa temperatura, relaxar e dormir. Assim de repente parece-me um bom programa. Só falta ver qual as partes que não se concretizam.

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A injecção não estava à boa temperatura. Não é grave: dói um bocadinho mas passa depressa. Tentei ler, mas a luz é horrível e não consigo. As alpergatas velhas vão para o lixo. Com sorte, amanhã terei o meu cinto, que tanta falta me faz. E ainda há quem figa que isto é uma vida monótona?

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