18.2.09

Casamentos

O fim de um casamento não é necessariamente um falhanço. Todos acabam, de uma maneira ou outra. O que faz do fim de um casamento - ou melhor, do casamento - um falhanço é a forma como acaba. A crença no amor - e casamento - eternos ("como as pombas e os católicos", dizia Woody Allen) está na origem de mais sofrimento e mais dor do que muitas catástrofes naturais.

Felizmente, para compensar gerou também algumas das mais belas criações artísticas, e algumas das mais belas, profundas, humanas emoções, dúvidas, questões, sentimentos.

6 comentários:

  1. Nem todos acabam.
    E mesmo quando acabam bem creio que há uma sensação de falhanço, no seu fim.
    Mas não duvide que a forma como não acaba (pelo menos para um) é dramática.

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  2. A confusão entre casamento e amor é, de facto, perigosa, Luís. Na minha modesta - mas nem por isso menos chocante? - opinião, seria importante, a bem das pessoas e das instituições, que se percebesse que nem o amor tem de desembocar num casamento, nem o casamento tem de pressupor um amor. O amor é... o amor. E o casamento é um contrato, que formaliza outros investimentos, de constituição de família, de partilha de vidas ou fortunas, de amparo na velhice... sei lá! ;-D

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  3. Uma das minhas avós, Luísa, senhora bem nascida, profundamente relgiosa - mas a quem a religião não toldou a lucidez nem, graças a Deus, o cepticismo - ensinou-e a separar o sexo, a amor e o casamento. Ela encarava-os como três entidades distintas e cuja mistura era fonte ou de asneira, ou de infelicidade.

    Infelizmente esta lição só muito tardiamente foi aprendida por mim.

    Ainda acredito na mistura de dois dos ingredientes. Mas devia fazer parte da educação de base de todos os jovens a noção de que a junção desses dois elementos é uma sorte, uma dádiva - e não, de modo nenhum, uma obrigação, uma fatalidade, uma inevitabilidade.

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  4. Bem, a mim, Luís, nunca ninguém me ensinou a separar o sexo do amor. Se calhar porque, na altura, ninguém falava de sexo a jovens criaturas do sexo feminino. É talvez a razão por que ainda não consegui dar, do ponto de vista conceptual, esse importante salto qualitativo. Mas o do casamento já está! ;-D

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  5. quando se diz sim para os dias assim-assim não acaba.

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  6. Os românticos é que deram cabo do amor. Tudo seria mais simples (e os amores mais duráveis e empolgantes) se o amor se mantivesse saudavelmente desligado do casamento, e até, de preferência, fora dele. Quanto ao sexo, não sendo obrigatório estar ligado ao amor, é bem melhor quando está, pelo menos para mim.

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.