2.4.15

Diário de Bordos - S. Paulo, S. Paulo, Brasil, 02-04-2015

As coisas "não deram certo" com L., como dirão os meus amigos brasileiros. Estou outra vez sozinho naquela longa e dificil estrada dos afectos.

E na outra: o projecto para o futuro muito próximo mudou, claro. Vou para Belém por terra. Uma mistura de boleia, camionetes, o que vier. Por causa de um breve e falhado romance conheci um bocadinho pequenino de uma grande cidade e vou conhecer mais um bocadinho de um grande país.

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Em 2006 ou 2007 organizei uma regata da classe Mini, com uma largada de Marselha e chegada a Lisboa, via Algeciras e Rabat. As coisas correram mal, claro, como sempre (excepto como sempre a regata em si, que correu muito bem): os patrocínios chegaram tarde e a más horas, eram insuficientes, os custos dispararam - a receita habitual, que no caldeirão do meu "incurável optismo" dá sempre, porque é inevitável, maus resultados -.

Mas o mal absoluto não existe, tal como o bem; a Regata dos Oceanos correu mal, mas teve dois efeitos positivos: um deles foi ter conhecido o Ph., a cuja casa ontem fui jantar.

Quem tem amigos assim não pode ser má pessoa, por muito mal que as regatas, ou os romances corram.